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TRATAMENTO ORTODÔNTICO DA CLASSE II COM EXTRAÇÕES: UMA REVISÃO CRÍTICA SOBRE INDICAÇÕES, RESULTADOS E CONTROVÉRSIAS
A má oclusão de Classe II representa uma das alterações dentoesqueléticas mais prevalentes na prática ortodôntica, caracterizando-se por uma discrepância anteroposterior entre as arcadas dentárias, frequentemente associada ao retrognatismo mandibular, protrusão maxilar ou à combinação de ambos. Dentre as abordagens terapêuticas disponíveis, a extração de pré-molares se destaca como uma estratégia consolidada, especialmente nos casos que requerem retração dos dentes anteriores, correção de apinhamento dentário e melhora do perfil facial. Contudo, essa conduta é alvo de intensos debates quanto à sua real necessidade, impacto estético e estabilidade a longo prazo. Este trabalho teve como objetivo realizar uma revisão crítica da literatura publicada entre 2010 e 2025, abordando as principais indicações, resultados clínicos e as controvérsias que envolvem o tratamento da Classe II com extrações. Foram incluídos estudos clínicos, revisões sistemáticas e metanálises que discutissem direta e especificamente o uso de extrações de pré-molares no tratamento da Classe II. A análise contemplou aspectos diagnósticos, biomecânicos, funcionais e estéticos, além de comparações com abordagens não extrativas. Os resultados demonstram que as extrações são eficazes na obtenção de correções oclusais estáveis, retração dos incisivos superiores e melhora do perfil tegumentar, sendo indicadas principalmente em casos com protrusão dentoalveolar, apinhamento severo, overjet aumentado e ausência de crescimento remanescente. Por outro lado, foram identificadas críticas quanto ao possível achatamento facial, perda de suporte labial e implicações na via aérea, especialmente em pacientes com perfil facial já retraído. Além disso, novas tecnologias, como os dispositivos de ancoragem temporária (TADs), distalizadores e alinhadores, ampliaram as possibilidades de tratamentos conservadores, tornando a decisão pela extração mais criteriosa. A literatura indica que a estabilidade pós-tratamento depende mais da correta indicação, planejamento biomecânico e contenção adequada do que da extração em si. A Ortodontia contemporânea caminha para uma abordagem individualizada, baseada em evidência científica, avaliação tridimensional e integração interdisciplinar, priorizando o equilíbrio entre função, estética e estabilidade. Conclui-se que o tratamento da Classe II com extrações continua sendo uma ferramenta terapêutica válida, desde que empregada com critério técnico e ético, respeitando as particularidades de cada caso e os objetivos funcionais e estéticos do paciente.
TRACIONAMENTO ORTODÔNTICO DE CANINO IMPACTADO COM AUXÍLIO DE MINI-IMPLANTE E SISTEMA SLP AUTOLIGADO: RELATO DE CASO
O canino permanente exerce papel fundamental na estética do sorriso e estabilidade oclusal. Quando impactado, especialmente em posição mesioangulada, requer abordagem precisa e segura. Este trabalho apresenta um relato de caso de uma paciente de 13 anos com impactação do dente 33, tratada com tracionamento ortodôntico-cirúrgico, utilizando mini-implante interradicular como ancoragem absoluta e o sistema autoligado passivo (SLP) como aparelho fixo. O planejamento incluiu diagnóstico tridimensional por tomografia computadorizada de feixe cônico (TCFC), instalação de mini-implante de 6 mm entre os elementos inferiores na região de pré molares (34,35) e tracionamento controlado com elástico em cadeia. A fase ativa durou cerca de 17 meses, com ativação progressiva e acompanhamento clínico-radiográfico contínuo. Ao final, observou-se erupção adequada do dente 33, preservação dos tecidos periodontais e integridade das raízes adjacentes. A utilização dos recursos biomecânicos propostos favoreceu um deslocamento eficaz, sem perdas de ancoragem ou complicações clínicas. A associação entre diagnóstico precoce, planejamento tridimensional, mini implantes e sistema autoligado confirma-se como uma abordagem moderna e eficiente para o tratamento de caninos impactados, oferecendo resultados previsíveis, funcionais e estéticos.
TRACIONAMENTO ORTODÔNTICO COM CANTILEVER DE CANINOS SUPERIORES PERMANENTES INCLUSOS/IMPACTADOS POR PALATINA: REVISÃO DE LITERATURA
A prevalência de dentes impactados é definida em 1,7% da população, com os caninos sendo os segundos dentes mais afetados, comparados aos terceiros molares. Essa condição ocorre com maior frequência na região palatina e é mais comum no sexo feminino. Sempre que possível, recomenda-se o tracionamento dos caninos impactados devido à sua importância estética, funcional e pela participação nos movimentos mandibulares. A decisão entre preservar ou extrair o dente impactado deve levar em consideração aspectos clínicos, como a existência de lesões patológicas ou reabsorções radiculares, a idade do paciente, o ângulo de inclinação do dente, espaço disponível no arco, proximidade com as raízes dos incisivos laterais, presença de dilacerações radiculares e sinais de anquilose. O diagnóstico precoce é essencial para o êxito do tratamento, pois a impactação pode interferir no desenvolvimento da oclusão e causar danos aos dentes e estruturas adjacentes. Para a definição da conduta terapêutica mais apropriada, cirúrgica e/ ou ortodôntica, é importante a atuação interdisciplinar entre Ortodontista e Cirurgião Bucomaxilofacial. Essa cooperação tem como objetivo restaurar tanto a função quanto a estética, assegurando a escolha do método mais adequado para cada situação clínica. O sucesso do tratamento está diretamente relacionado a um planejamento personalizado e detalhado, fundamentado em exame clínico minucioso e em recursos radiográficos e tomográficos. O presente estudo visa apresentar, por meio de uma revisão de literatura, a aplicação do cantilever no tracionamento ortodôntico de caninos superiores permanentes inclusos/impactados, destacando aspectos como etiologia, diagnóstico, prevenção, prognóstico, tracionamento e possíveis complicações. Conclui-se que os caninos desempenham papel essencial na função da arcada dentária, e que a impactação desses dentes requer uma abordagem integrada para garantir resultados clínicos satisfatórios.
A IMPORTÂNCIA DO PÓS-OPERATÓRIO DE IMPLANTES DENTÁRIOS
A eficácia do tratamento com implantes dentários não está diretamente relacionada apenas com a técnica cirúrgica e com os materiais de qualidade, mas também com o manejo adequado do pós-operatório cirúrgico. O objetivo deste estudo é analisar a importância do pós- operatório de implantes dentários, seus efeitos na osseointegração, na eficácia da recuperação, nas terapêuticas medicamentosas, na educação e higiene do paciente, na longevidade dos implantes e nas terapias complementares. Foi realizada uma busca nas bases de dados PubMed, Scielo e LILACS, por meios dos descritores "Pós-operatório", “implantodontia”, "osseointegração", "peri-implantite" e "cuidados pós-cirúrgicos", nos quais foram pesquisados artigos que haviam sido publicados entre 2020 à 2025, com foco no temática. Após a cirurgia de implantes dentários, algumas ações devem ser tomadas para o controle da dor e inflamação, profilaxia antibiótica, cobertura antibiótica, higiene oral supervisionada e orientações ao indivíduo. As principais complicações, como peri-implantites, falhas na osseointegração e a perda prematura de implantes, geralmente são associadas à negligência do monitoramento pós-operatório. Assim, o manejo do pós-operatório não somente é um complemento ao procedimento cirúrgico, mas é também uma ferramenta estratégica crucial para o sucesso do tratamento com implantes.
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