O canino permanente exerce papel fundamental na estética do sorriso e estabilidade oclusal. Quando impactado, especialmente em posição mesioangulada, requer abordagem precisa e segura. Este trabalho apresenta um relato de caso de uma paciente de 13 anos com impactação do dente 33, tratada com tracionamento ortodôntico-cirúrgico, utilizando mini-implante interradicular como ancoragem absoluta e o sistema autoligado passivo (SLP) como aparelho fixo. O planejamento incluiu diagnóstico tridimensional por tomografia computadorizada de feixe cônico (TCFC), instalação de mini-implante de 6 mm entre os elementos inferiores na região de pré molares (34,35) e tracionamento controlado com elástico em cadeia. A fase ativa durou cerca de 17 meses, com ativação progressiva e acompanhamento clínico-radiográfico contínuo. Ao final, observou-se erupção adequada do dente 33, preservação dos tecidos periodontais e integridade das raízes adjacentes. A utilização dos recursos biomecânicos propostos favoreceu um deslocamento eficaz, sem perdas de ancoragem ou complicações clínicas. A associação entre diagnóstico precoce, planejamento tridimensional, mini implantes e sistema autoligado confirma-se como uma abordagem moderna e eficiente para o tratamento de caninos impactados, oferecendo resultados previsíveis, funcionais e estéticos.
A má oclusão de Classe II de Angle, frequentemente associada ao retrognatismo mandibular, representa uma das discrepâncias dentoesqueléticas mais prevalentes na clínica ortodôntica. Este trabalho tem como objetivo relatar o caso clínico de uma paciente adulta com Classe de Angle II esquelética tratada com o propulsor mandibular fixo Twin Force Bite Corrector. O estudo foi delineado como relato de caso clínico observacional e descritivo, com base em documentação ortodôntica completa, incluindo análises cefalométricas e registros fotográficos. A paciente apresentava apinhamento anterior, overjet acentuado e perfil convexo. O tratamento consistiu na instalação de aparelho ortodôntico autoligado, seguido da inserção do Twin Force para correção da discrepância ântero-posterior maxilomandibular. Como resultados parciais, observou-se a obtenção de relação molar e canina em Classe I, redução do ângulo ANB e melhora estética do perfil facial. O dispositivo demonstrou ser eficaz e bem aceito clinicamente, com efeitos colaterais dentoalveolares controlados por meio de planejamento biomecânico, como o uso de fios retangulares para controle de torque dos incisivos inferiores. Conclui-se que o Twin Force Bite Corrector representa uma alternativa terapêutica previsível e eficiente para correção da Classe II esquelética, especialmente em pacientes com baixa adesão ao uso de elásticos intermaxilares..
A prevalência de dentes impactados é definida em 1,7% da população, com os caninos sendo os segundos dentes mais afetados, comparados aos terceiros molares. Essa condição ocorre com maior frequência na região palatina e é mais comum no sexo feminino. Sempre que possível, recomenda-se o tracionamento dos caninos impactados devido à sua importância estética, funcional e pela participação nos movimentos mandibulares. A decisão entre preservar ou extrair o dente impactado deve levar em consideração aspectos clínicos, como a existência de lesões patológicas ou reabsorções radiculares, a idade do paciente, o ângulo de inclinação do dente, espaço disponível no arco, proximidade com as raízes dos incisivos laterais, presença de dilacerações radiculares e sinais de anquilose. O diagnóstico precoce é essencial para o êxito do tratamento, pois a impactação pode interferir no desenvolvimento da oclusão e causar danos aos dentes e estruturas adjacentes. Para a definição da conduta terapêutica mais apropriada, cirúrgica e/ ou ortodôntica, é importante a atuação interdisciplinar entre Ortodontista e Cirurgião Bucomaxilofacial. Essa cooperação tem como objetivo restaurar tanto a função quanto a estética, assegurando a escolha do método mais adequado para cada situação clínica. O sucesso do tratamento está diretamente relacionado a um planejamento personalizado e detalhado, fundamentado em exame clínico minucioso e em recursos radiográficos e tomográficos. O presente estudo visa apresentar, por meio de uma revisão de literatura, a aplicação do cantilever no tracionamento ortodôntico de caninos superiores permanentes inclusos/impactados, destacando aspectos como etiologia, diagnóstico, prevenção, prognóstico, tracionamento e possíveis complicações. Conclui-se que os caninos desempenham papel essencial na função da arcada dentária, e que a impactação desses dentes requer uma abordagem integrada para garantir resultados clínicos satisfatórios.
Introduzidos no final da década de 1990, os alinhadores transparentes, como o Invisalign®, têm sido continuamente aprimorados para tratar uma gama mais ampla de problemas ortodônticos, incluindo casos complexos que tradicionalmente requeriam aparelhos fixos. O objetivo deste trabalho é identificar a viabilidade do uso de alinhadores estéticos associados a dispositivos e auxiliares ortodônticos para tratamento de casos complexos de má oclusão. Como metodologia foi adotada uma abordagem qualitativa, utilizando-se como método de investigação a revisão integrativa da literatura. Foram analisados artigos publicados entre 2018 e 2025, acessados via Google Acadêmico e SciELO. Critérios de inclusão e exclusão foram estabelecidos para garantir a relevância dos estudos analisados. A análise resultou na seleção de 8 estudos que exploram a eficácia dos alinhadores em casos complexos. Os estudos indicam que, apesar das limitações iniciais, o uso de acessórios como attachments e dispositivos de ancoragem esquelética aumentam significativamente a eficácia dos alinhadores. Os resultados mostram que os alinhadores, associados a dispositivos auxiliares, podem tratar com sucesso uma variedade de problemas ortodônticos complexos, incluindo intrusão de molares, movimentação de corpo, e correções de más oclusões severas. Conclui-se que, com o domínio técnico adequado e o uso de dispositivos auxiliares, os alinhadores estéticos podem ser uma opção viável e eficaz para casos ortodônticos complexos.
A má oclusão Classe II de Angle caracteriza-se, pela relação distal dos molares inferiores em relação aos superiores, apresenta etiologia multifatorial e pode resultar de alterações dentárias, esqueléticas ou ambas. Sua correção demanda avaliação criteriosa, especialmente em pacientes em crescimento, considerando aspectos estéticos, funcionais e oclusais. Este trabalho apresenta o relato clínico de uma paciente de 11 anos com má oclusão Classe II, mordida cruzada posterior unilateral, apinhamento anterior e desvio de linha média inferior. O tratamento foi conduzido utilizando aparelho fixo autoligado com técnica Roth SLP, fios de níquel-titânio e aço, e elásticos intermaxilares Classe II. A escolha por bráquetes autoligados favoreceu a expansão das arcadas e o alinhamento dentário sem necessidade de extrações. A correção da má oclusão envolveu mecânicas com elásticos intermaxilares proporcionando melhora no overjet, equilíbrio na relação molar e canina, correção da linha média e harmonia do sorriso. A literatura aponta que, embora existam diversas abordagens terapêuticas para Classe II como aparelhos funcionais, extrações, cirurgia ortognática e ancoragem esquelética , o sucesso depende da individualização do plano de tratamento, colaboração do paciente e momento da intervenção. O caso apresentado demonstrou evolução funcional e estética satisfatória, evidenciando que recursos ortodônticos conservadores, quando bem indicados, são eficazes na correção de más oclusões em pacientes em crescimento. O relato reforça a importância de um diagnóstico preciso e de uma conduta terapêutica baseada em evidências e adaptada às características individuais de cada paciente
A má oclusão de Classe II de Angle, especialmente quando associada a apinhamento anterior severo, representa um desafio comum na prática ortodôntica, exigindo abordagem terapêutica personalizada e biomecânica eficiente. Este relato de caso descreve o tratamento de uma paciente adolescente, portadora de Classe II dentoesquelética, padrão dolicofacial leve, retrusão bimaxilar e apinhamento dentário severo. O planejamento incluiu a realização de exodontias dos primeiros pré-molares (14, 24, 34 e 44), instalação de aparelho autoligado Roth SLP em ambas as arcadas e uso de distalizador com ancoragem esquelética por miniparafusos ortodônticos (MPO). A mecânica ortodôntica contemplou a aplicação de fios termoativados em sequência, desgastes interproximais (IPR) e elásticos intermaxilares, visando o alinhamento, retração incisiva, controle vertical e intercuspidação funcional. A análise cefalométrica, utilizando os métodos de Ricketts, Unicamp e USP, apontou padrão esquelético Classe II com retrusão bimaxilar, ângulo interincisal diminuído e protrusão dos incisivos, justificando a estratégia terapêutica adotada. Após 14 meses de tratamento, observou-se significativa melhora no alinhamento dentário, na relação anteroposterior e no equilíbrio do perfil facial, com manutenção da ancoragem e controle eficaz de torque. Conclui-se que a associação de extrações estratégicas, ancoragem esquelética e dispositivos autoligados permite alcançar resultados previsíveis e estáveis, sendo uma alternativa segura e eficaz em casos de alta complexidade ortodôntica.
A má oclusão de Classe II representa uma das alterações dentoesqueléticas mais prevalentes na prática ortodôntica, caracterizando-se por uma discrepância anteroposterior entre as arcadas dentárias, frequentemente associada ao retrognatismo mandibular, protrusão maxilar ou à combinação de ambos. Dentre as abordagens terapêuticas disponíveis, a extração de pré-molares se destaca como uma estratégia consolidada, especialmente nos casos que requerem retração dos dentes anteriores, correção de apinhamento dentário e melhora do perfil facial. Contudo, essa conduta é alvo de intensos debates quanto à sua real necessidade, impacto estético e estabilidade a longo prazo. Este trabalho teve como objetivo realizar uma revisão crítica da literatura publicada entre 2010 e 2025, abordando as principais indicações, resultados clínicos e as controvérsias que envolvem o tratamento da Classe II com extrações. Foram incluídos estudos clínicos, revisões sistemáticas e metanálises que discutissem direta e especificamente o uso de extrações de pré-molares no tratamento da Classe II. A análise contemplou aspectos diagnósticos, biomecânicos, funcionais e estéticos, além de comparações com abordagens não extrativas. Os resultados demonstram que as extrações são eficazes na obtenção de correções oclusais estáveis, retração dos incisivos superiores e melhora do perfil tegumentar, sendo indicadas principalmente em casos com protrusão dentoalveolar, apinhamento severo, overjet aumentado e ausência de crescimento remanescente. Por outro lado, foram identificadas críticas quanto ao possível achatamento facial, perda de suporte labial e implicações na via aérea, especialmente em pacientes com perfil facial já retraído. Além disso, novas tecnologias, como os dispositivos de ancoragem temporária (TADs), distalizadores e alinhadores, ampliaram as possibilidades de tratamentos conservadores, tornando a decisão pela extração mais criteriosa. A literatura indica que a estabilidade pós-tratamento depende mais da correta indicação, planejamento biomecânico e contenção adequada do que da extração em si. A Ortodontia contemporânea caminha para uma abordagem individualizada, baseada em evidência científica, avaliação tridimensional e integração interdisciplinar, priorizando o equilíbrio entre função, estética e estabilidade. Conclui-se que o tratamento da Classe II com extrações continua sendo uma ferramenta terapêutica válida, desde que empregada com critério técnico e ético, respeitando as particularidades de cada caso e os objetivos funcionais e estéticos do paciente.
A Classe II de Angle é o tipo mais comum de má oclusão dentária, sendo uma das principais queixas para a realização do tratamento ortodôntico. Essa condição tem etiologia multifatorial e relaciona-se à ocorrência isolada ou associada à prognatismo maxilar e ao retrognatismo da mandíbula. O estudo em questão objetiva relatar um caso clínico acerca da camuflagem da Classe II esquelética com exodontia de pré-molares superiores. Após a implementação do tratamento, houve melhorias não só quanto à saúde bucal, mas também nos aspectos estéticos. Conclui-se que, no caso clínico em questão, a oclusão, mastigação e autoestima melhoraram significativamente após o tratamento, mostrando que, embora a cirurgia ortognática seja uma boa opção para esse tipo de caso, quando o profissional implementa protocolos bem elaborados e condizentes com a clínica do paciente, os resultados são satisfatórios e o protocolo adotado surtiu o efeito desejado.
Na ortodontia é muito comum encontrar apinhamentos severos, uma das condições que são mais encontradas é a do canino ectópico, ficando atrás apenas do terceiro molar. Acredita-se que essa condição é multifatorial, podendo está relacionada a genética, tamanho da coroa dental com relação ao espaço existente no perímetro do arco, traumas e outras fatores. O elemento dental canino além de desempenhar um papel muito importante na mastigação, na fala, na estética, ele também é considerado um dos dentes de maior impacto na fisiologia normal da boca, pois se torna responsável para manter uma oclusão ideal, servindo de guia entre os dentes posteriores e anteriores. Este relato de caso, tem como objetivo descrever um tratamento ortodôntico, com extração dental, visando obter espaços suficientes para corrigir o apinhamento dos dentes caninos superiores, através da retração desses elementos com a mecânica da alça em T. Onde foram obtidos os valores desejados em apenas 6 meses de uso da alça, com os caninos quase em posição de contato oclusal e sem alterações visiveis nos tecidos gengivais.
A deficiência transversal dos maxilares é caracterizada por uma discrepância verdadeira de tamanho entre a maxila e a mandíbula com diminuição do tamanho transversal maxilar em relação ao mandibular. O presente trabalho se trata de um relato de caso de uma paciente de 19 anos de idade, que apresentava uma discrepância transversal de maxila significativa, necessitando de tratamento ortodôntico. A escolha do método de disjunção palatina foi influenciada pelo grau de maturação da sutura palatina que indicava a necessidade de um aparelho disjuntor maxilar ancorado com mini parafusos ortodônticos utilizando a técnica MARPE. Essa escolha foi justificada pela inclinação excessiva dos molares superiores, que contraindica o uso de aparelhos dento-suportados. O estudo concluiu que a avaliação do padrão de ossificação da sutura palatina é crucial para determinar a viabilidade da expansão rápida da maxila (ERM) em pacientes adultos, destacando a importância de considerar fatores como a maturação óssea e a inclinação dos molares para um diagnóstico e tratamento eficazes das insuficiências transversais de maxila
A atresia maxilar é uma condição comum em crianças durante as fases de dentição decídua e mista, frequentemente resultando em mordida cruzada posterior. Para corrigir essa discrepância, expansores palatinos com diferentes tipos de ancoragem, como o disjuntor Hyrax, são utilizados para promover a abertura da sutura palatina mediana. O presente estudo teve como objetivo avaliar a discrepância do modelo antes e após a expansão rápida da maxila utilizando o disjuntor Hyrax, por meio de um relato de caso clínico. Os resultados mostraram um aumento significativo no espaço da arcada superior, de 65,28 mm aos 10 e 11 meses para 69,67 mm aos 12 meses, próximo ao espaço ideal de 69,79 mm. A discrepância de espaço diminuiu de -4,21 mm para -0,12 mm, quase eliminando o déficit inicial. A técnica demonstrou-se eficaz na correção da mordida cruzada posterior e na criação de espaço adicional na arcada superior, contribuindo para o progresso do tratamento ortodôntico e apresentando resultados positivos na redução da discrepância de espaço.