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A relação entre os bisfosfonatos e a prática odontológica tem sido amplamente discutida na literatura, especialmente devido à ocorrência de osteonecrose dos maxilares associada ao uso desses fármacos. Essa condição está relacionada à inibição da atividade dos osteoclastos, promovendo a diminuição da reabsorção óssea e o comprometimento da reparação tecidual. O presente artigo tem como objetivo analisar as implicações do uso de bisfosfonatos em tratamentos endodônticos, destacando os riscos e as particularidades no manejo clínico de pacientes que fazem uso dessa medicação. Trata-se de uma revisão narrativa, descritiva e exploratória, com abordagem qualitativa, fundamentada na análise crítica da literatura científica. Espera-se que esta pesquisa contribua para a compreensão dos efeitos dos bisfosfonatos no contexto endodôntico, além de fornecer subsídios para o adequado planejamento e conduta por parte dos cirurgiões-dentistas.
A Toxina botulínica (TxB) é oriunda da bactéria anaeróbica conhecida como Clostridium botulinum, nos dias atuais está sendo muito utilizada para diversos fins, desde estético até o tratamento de doenças, permitindo melhora na qualidade de vida do indivíduo. No campo odontológico essa toxina tem se tornado o fármaco de escolha para o tratamento de diversas disfunções orais e faciais dentre elas: A que envolve o equilíbrio facial em pacientes que apresentam paralisia facial, promovendo assim, um tratamento menos invasivo que melhora além de questões funcionais, a autoestima e questões psicológicas do indivíduo. A presente pesquisa apresenta como objetivo geral: compreender como a toxina botulínica pode auxiliar no tratamento da paralisia facial, mostrar o uso do método menos invasivo para diminuir os sinais causados pela paralisia, e a importância da capacitação do cirurgião dentista quanto às técnicas desenvolvidas, a pesquisa trata-se de um estudo de revisão de literatura sendo ele de natureza descritiva, pois visa à identificação e análise criteriosa da fonte literária referente à temática pertinente. Foram utilizados estudos divulgados em revistas especializadas, além de revisão esquematizada de base de dados disponíveis na internet, como Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS), ScientificElectronic Library Online (SCIELO), sendo excluídos artigos incompletos, e que não se encaixaram nos critérios de inclusão do estudo. Sabe-se que assim como em outras patologias, a avaliação é imprescindível no que diz respeito ao controle da evolução da doença, na determinação do prognóstico, bem como, na sua decisão terapêutica e tratamento a ser seguido para cada caso, como também para o monitoramento de resultados. Este profissional deve possuir conhecimento específico para tal tratamento sobre as estruturas de cabeça e pescoço, dessa forma, o mesmo pode e deve tratar patologias da face e cavidade oral de forma conservadora e segura com a utilização da toxina botulínica.
O uso dos Bisfosfonatos podem desencadear uma patologia grave porém não rara, que resulta em um tratamento complexo e um tanto debilitante, a osteonecrose associada a esses medicamentos, vem sendo estudada e debatida por profissionais cirurgiões dentistas, os bifosfonatos vem sendo utilizados desde os anos 60 como uma opção para tratamento oncológico e osteoporose. A necrose foi associada ao uso do ZOMETA, zoledronato, bifosfonatos intravenosos usados para o tratamento de mieloma múltiplo e câncer metastático interferindo e comprometendo a estrutura. A estrutura óssea por ser mais comum para metástase, principalmente associado a tumores malignos, próstata ou pulmão podem sofrer eventos como dor muito intensa, fraturas, hipercalcemia e compressão da medula espinhal, impossibilitando o paciente de até ficar em pé necessitando de radiação e cirurgia. Estas metástases podem estar associadas a um aumento global da mortalidade.
O preenchimento labial com ácido hialurônico tem ganhado destaque na harmonização orofacial, oferecendo resultados estéticos satisfatórios e minimamente invasivos. Contudo, a crescente popularização do procedimento tem aumentado os relatos de intercorrências associadas, como edemas persistentes, nódulos, infecções e, em casos mais graves, complicações vasculares. Este estudo teve como objetivo realizar uma revisão integrativa da literatura para identificar, classificar e discutir as principais intercorrências relacionadas ao preenchimento labial com ácido hialurônico, bem como estratégias de prevenção e manejo. A busca foi realizada em bases de dados científicas, considerando artigos publicados entre os últimos 5 anos que abordassem complicações clínicas, protocolos de intervenção e boas práticas. Os resultados evidenciaram que a maioria das intercorrências ocorre devido à técnica inadequada, falta de conhecimento anatômico ou uso de materiais de baixa qualidade. Estratégias como capacitação profissional e escolha criteriosa de produtos são essenciais para minimizar riscos e otimizar a segurança do procedimento. Conclui-se que a conscientização sobre os fatores de risco e o aprimoramento constante das práticas clínicas são fundamentais para reduzir as complicações associadas a essa prática em expansão.
A paralisia de Bell, também chamada de paralisia facial periférica, causa perda temporária da função muscular facial, impactando a estética e a funcionalidade. A toxina botulínica atua bloqueando a liberação de acetilcolina, promovendo relaxamento muscular e aliviando espasmos e contraturas. No tratamento da paralisia de Bell, ela auxilia na restauração da simetria facial e na redução de desconfortos, melhorando a qualidade de vida dos pacientes. A pesquisa adotou uma abordagem qualitativa e exploratória, por meio de uma revisão integrativa, com o objetivo de analisar o uso da toxina botulínica no tratamento da paralisia de Bell. Foram reunidos e analisados estudos que investigaram sua eficácia como recurso terapêutico. A coleta de dados foi realizada a partir de artigos científicos publicados nos últimos 15 anos, utilizando as bases de dados Google Acadêmico, Scielo e PubMed/Medline. A interpretação dos dados foi conduzida com base na análise de conteúdo, conforme os princípios de Bardin (2011), com o objetivo de identificar padrões e aspectos significativos nos tratamentos com toxina botulínica, incluindo eficácia, impacto na recuperação dos pacientes.
A endodontia é uma especialidade da odontologia que estuda a morfologia, a fisiologia e a patologia da polpa dental e dos tecidos perirradiculares. A perfuração radicular é uma comunicação entre o conduto radicular e os tecidos perirradiculares que pode ter causa iatrogênica, que são acidentes causados durante o tratamento, ou por processos patológicos como a cárie e a reabsorção radicular. O objetivo deste estudo é discorrer acerca dos protocolos mais eficazes para o tratamento de perfuração radicular na endodontia, avaliar os materiais e métodos utilizados nos selamentos de perfurações radiculares e comparar as vantagens, desvantagens e propriedades do MTA com outros materiais tais como o bio-C repair, endosequence e Biodentine. Esta pesquisa trata-se de uma pesquisa de revisão integrativa da literatura de caráter exploratório e abordagem qualitativa, a fim de identificar os protocolos mais eficazes para o tratamento de perfuração radicular, realizada através da busca na base de dados de literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS), Scientific Electronic Library Online (SciELO) e National Library of Medicine (PubMed). O Agregado Trióxido Mineral (MTA) foi o primeiro material biocerâmico a ser estudado e utilizado para o tratamento das perfurações endodônticas, o MTA é o material padrão ouro para selamentos radiculares, por suas excelentes propriedades, entretanto outros materiais também estão ganhando espaço atualmente como O bio-C repair, endoSequence e o biodentine que podem ser uma alternativa eficaz para o selamento das perfurações radiculares. O MTA ainda é o método mais utilizado para o tratamento das perfurações endodônticas, porém os outros materiais mais atuais estão rapidamente alcançando o mesmo patamar de êxito do MTA.
A toxina botulínica já é muito utilizada dentro da odontologia pelos profissionais da harmonização orofacial, usada principalmente com o intuito estético. Entretanto, hodiernamente é possível aderir à toxina botulínica como uma alternativa ao tratamento da disfunção temporomandibular. Ademais, considerando proporcionar melhores condições ao paciente. A disfunção temporomandibular pode ser definida como uma disfunção que atingem os músculos mastigatórios e estruturas adjacentes, ocasionando dores no maxilar, dificuldade de mastigar e estalos ou travamentos das articulações da mandíbula. O cirurgião dentista pode utilizar algumas condutas terapêuticas mais comuns como fisioterapia dos músculos mastigatórios, terapias medicamentosas (benzodiazepínicos, opioides...), placas para bruxismo ou apertamento; proporcionando aos pacientes acometidos pela DTM, tratamentos que oferecem resultados em longo prazo. Portanto a toxina botulínica pode ser uma grande aliada ao tratamento da disfunção temporomandibular, podendo proporcionar ao paciente um alívio mais rápido da dor e resultando em um maior conforto.
A saúde bucal na infância desempenha papel crucial no desenvolvimento físico e psicossocial, destacando a importância da preservação da dentição decídua até sua esfoliação natural. Este estudo aborda um relato de caso clínico de tratamento endodôntico em um molar inferior decíduo de uma paciente de 5 anos com lesão cariosa extensa e rarefação óssea periapical difusa. O diagnóstico foi baseado em exame clínico e radiográfico detalhados, com manejo comportamental adaptado às necessidades da paciente. O tratamento foi realizado em duas etapas, utilizando anestesia local, isolamento absoluto, instrumentação mecanizada e obturação com a pasta Guedes-Pinto, destacada por sua eficácia antimicrobiana e biocompatibilidade. Apesar dos desafios comportamentais e anatômicos inerentes à odontopediatria, o manejo técnico e emocional personalizado foi essencial para o sucesso do procedimento. A abordagem adotada garantiu a preservação do dente até sua esfoliação, evitando complicações como má oclusão e prejuízos funcionais e estéticos. Este relato enfatiza a necessidade de técnicas minimamente invasivas, materiais adequados e estratégias comportamentais eficazes no tratamento endodôntico pediátrico, contribuindo para o fortalecimento de melhores práticas em odontopediatria.
O HIV (Vírus da Imunodeficiência Humana) é um retrovírus que ataca o sistema imunológico, prejudicando a capacidade do corpo de combater infecções e doenças. No contexto odontológico, pacientes soropositivos são mais suscetíveis a infecções oportunistas, representando um desafio adicional para os profissionais de odontologia. Os avanços tecnológicos na odontologia, juntamente com terapias antirretrovirais eficazes, abrem novas oportunidades para um manejo eficaz de pacientes com HIV. Dessa forma, o presente trabalho tem como objetivo investigar e compreender as práticas e desafios associados ao manejo de pacientes com HIV soropositivos no contexto odontológico, visando contribuir para o desenvolvimento de diretrizes eficazes e abordagens integradas que promovam a qualidade do atendimento e o bem-estar desses pacientes. A metodologia utilizada para examinar esse tema complexo foi a revisão bibliográfica. Com os dados coletados, a pesquisa se concentrou na organização e síntese das informações, com uma análise crítica dos estudos encontrados, identificação de tendências, lacunas na literatura e pontos de concordância ou discordância entre os autores revisados. As bases de dados foram: Pubmed, Scielo, Google acadêmico. A pesquisa abrangeu artigos dos últimos 30 anos.
O Cisto de Retenção Mucoso do Seio Maxilar (CRMSM) é uma lesão caracterizada por ser uma cavidade patológica preenchida por líquido e revestida por epitélio. Frequentemente assintomático, pode ser detectado incidentalmente por meio de exames de imagem, como radiografias panorâmicas e tomografias computadorizadas, ferramentas essenciais para seu diagnóstico. Este estudo descreve um caso de CRMSM identificado em um paciente atendido em uma clínica escola odontológica no interior do Ceará, destacando a importância do diagnóstico precoce e da abordagem individualizada no manejo dessa condição. Foi realizado um estudo de caso observacional e descritivo em um paciente masculino, de 46 anos, que procurou atendimento odontológico devido atendimento de rotina. O paciente foi submetido a exames clínicos e de imagem, incluindo radiografia panorâmica e tomografia computadorizada, para confirmar o diagnóstico de CRMSM. A análise dos dados focou em uma abordagem qualitativa dos achados clínicos e radiográficos, com ênfase na descrição detalhada da lesão e das intervenções realizadas. O exame clínico revelou exostose nos seios maxilares e extrusão dos elementos posteriores, mais acentuada no lado direito da maxila. A radiografia panorâmica identificou uma lesão radiopaca sugestiva de CRMSM, que foi confirmada pela tomografia computadorizada, mostrando uma lesão de 36 mm no corte sagital, 22 mm no corte axial e 22 mm no corte coronal. Dado que o paciente não apresentava sintomatologia, foi optado pelo acompanhamento radiográfico da lesão. O paciente está atualmente em seguimento clínico e radiográfico, sem sinais de progressão significativa da lesão. Este relato de caso contribui para o entendimento do manejo do CRMSM, ressaltando a importância da detecção precoce e do acompanhamento regular para evitar complicações. A abordagem conservadora mostrou-se adequada, considerando a ausência de sintomas e a possibilidade de regressão espontânea da lesão.
O tratamento radioterápico é a causa de inúmeras sequelas orais em pacientes portadores de neoplasia maligna em cabeça e pescoço, o que faz do cirurgião dentista uma figura significativa na equipe multidisciplinar, estando presente no decorrer das fases do tratamento oncológico (fase pré, trans e pós), com o intuito de prevenir e aliviar algumas complicações bucais. O propósito deste trabalho é descrever as sequelas orais que porventura necessitem do tratamento endodôntico, como também descrever o tratamento endodôntico realizado em pacientes irradiados em cabeça e pescoço. Tratou-se de uma revisão integrativa da literatura no período de fevereiro a julho de 2019, onde foram realizadas buscas na literatura cientifica nas seguintes bases de dados: BIREME, LILACS, MEDLINE, PubMed e SciELO. Os descritores utilizados foram: tratamento endodôntico, pacientes oncológicos, radiotherapy, xerostomia, oral health, headandneckradiotherapy, osteoradionecrosis, câncer, endodontics, radiotherapy. Foram inclusos na pesquisa, artigos das línguas portuguesa e inglesa que atenderam ao tema proposto. Após análise, foram selecionados 26 (vinte e seis) estudos. Dentre eles, observou-se que a qualidade de vida durante e após o tratamento radioterápico em cabeça e pescoço pode ser drasticamente diminuída, devido aos efeitos colaterais que afetam a boca. Dentre as sequelas orais mais frequentes e decorrentes à radioterapia estão: xerostomia, mucosite, candidose, cárie de radiação, trismo e osteorradionecrose. Faz-se necessários novos estudos com pacientes irradiados para proservar os tratamentos endodônticos e os efeitos após a radioterapia.