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O trabalho analisa de forma crítica e sistemática o impacto da Inteligência Artificial (IA) na prática clínica da Radiologia, abordando seus avanços, benefícios, limitações e implicações ético-profissionais. Por meio de uma revisão integrativa da literatura, foram selecionados e analisados sete estudos publicados entre 2018 e 2025, localizados nas bases PubMed/MEDLINE, SciELO e Google Acadêmico. Os resultados demonstram que a IA tem se consolidado como ferramenta de apoio essencial ao radiologista, promovendo ganhos de eficiência operacional, otimização do fluxo de trabalho e aumento da acurácia diagnóstica. As principais aplicações incluem triagem inteligente de exames, automatização de tarefas repetitivas e análises quantitativas avançadas, como a detecção precoce de lesões e segmentação automática de estruturas anatômicas. Tais recursos contribuem para a redução do tempo de laudo, da variabilidade interobservador e do risco de burnout profissional. Entretanto, a pesquisa evidencia desafios éticos e regulatórios que limitam a adoção plena da tecnologia, como o viés algorítmico, a falta de transparência nos modelos de decisão ('caixas-pretas') e a ausência de regulamentação específica no Brasil. Também se destaca a necessidade urgente de capacitação dos profissionais, com formação voltada para alfabetização digital e ciência de dados, a fim de garantir o uso crítico e responsável das ferramentas. Conclui-se que o impacto real da IA na radiologia reside não na substituição, mas na evolução do papel do radiologista, que passa a atuar como curador e intérprete final dos resultados automatizados. A integração equilibrada entre tecnologia, ética e qualificação profissional é essencial para um diagnóstico por imagem mais preciso, ágil e humanizado.
A violência infantil é um problema social e de saúde pública que afeta milhares de crianças em todo o mundo, muitas vezes de forma silenciosa e recorrente. No contexto do radiodiagnóstico, os exames de imagem desempenham papel crucial na identificação de lesões compatíveis com maus-tratos, permitindo que profissionais da radiologia contribuam diretamente para a proteção da infância. Este trabalho parte da necessidade de compreender como esses profissionais atuam diante de evidências de abuso infantil, considerando sua responsabilidade técnica, ética e legal na detecção e encaminhamento dos casos. Este estudo tem como objetivo analisar os principais aspectos e achados radiológicos relacionados à violência infantil, bem como identificar se os profissionais de radiologia estão preparados para reconhecer e agir diante desses casos no contexto do radiodiagnóstico. A pesquisa foi conduzida por meio de uma revisão integrativa da literatura, utilizando bases científicas como SciELO, LILACS, PubMed/MEDLINE e BVS, onde foi encontrado inicialmente 183 estudos para a composição desse trabalho, após realizando critérios específicos de inclusão e exclusão para selecionar estudos relevantes ficaram selecionados 10 estudos que evidenciam a importância da atuação multidisciplinar e da capacitação dos profissionais de radiologia para que possam contribuir efetivamente na detecção e encaminhamento de casos suspeitos. Os resultados apontam que os exames de imagem, especialmente a radiografia e a tomografia computadorizada, desempenham papel fundamental na identificação de lesões compatíveis com maus-tratos, como fraturas em múltiplos estágios de cicatrização, lesões cranianas e abdominais. Conclui-se que, embora a radiologia seja uma ferramenta essencial na identificação da violência infantil, ainda há lacunas na formação e na atuação dos profissionais da área. É necessário investir em educação continuada, protocolos de atendimento e integração com os demais setores da rede de proteção à criança, garantindo que os exames de imagem não apenas revelem evidências, mas também promovam ações concretas de proteção e justiça.