A ciência se multiplica através do ensino. Veja os pesquisadores formados e os projetos acadêmicos desenvolvidos sob a supervisão deste orientador.
A prática em reabilitar através de implantes dentários tem sido cada vez mais associada com o tratamento ortodôntico, caracterizando assim um planejamento multidisciplinar. A ortodontia contemporânea se mostra essencial na prática da distribuição dos dentes, arranjos em espaços ósseos e preparo da oclusão através de técnicas inovadoras, tais como: os mini implantes, usados para ancoragem esquelética. Geralmente utilizados em casos mais complexos, favorecendo uma movimentação ordenada e controlada das estruturas dentoalveoares do paciente. A reabilitação em pacientes mutilados, com faltas dentárias causadas pela perda prematura, agenesias, traumas e outras possíveis causas, pode ser feita através de implantes e próteses sobre esses implantes ou ainda a junção das opções reabilitadoras. Deste modo, o objetivo deste trabalho é associar e exemplificar a importância do tratamento multidisciplinar entre a ortodontia, com emprego de ancoragem esquelética com mini parafusos ortodônticos, e a reabilitação dental com o intuito de devolver função, estética e autoestima ao paciente..
Os desvios de plano oclusal sempre foram vistos como um desafio para os ortodontistas. Esta alteração oclusal impacta diretamente na estética e harmonia facial, na oclusão e repercutem na auto-estima dos pacientes. Sua correção era realizada por complexas mecânicas com elásticos e casquetes de tração alta. Atualmente, com a implementação dos mini-parafusos para ancoragem esquelética, o tratamento se tornou mais eficiente e aceitável. O objetivo deste trabalho consiste em apresentar uma revisão da literatura sobre o emprego da ancoragem esquelética, por meio do uso de mini-parafusos, para correção do plano oclusal e seus desvios.
As fissuras labiopalatinas são malformações congênitas que estão entre as anomalias mais frequentes do complexo craniofacial, que comprometem a integridade do lábio e/ou palato e possuem caráter multifatorial, envolvendo fatores genéticos e ambientais, que podem atuar isoladamente ou associadas. O presente estudo relata o caso de uma paciente que apresentava Fissura Pré-Forame Incisivo unilateral completo, já com o lábio fissurado reparado por queiloplastia cirurgia realizada com meses de vida pela operação sorriso. O tratamento consistiu inicialmente pela instalação de MPO palatino, juntamente com uma barra transpalatina, dando suporte para execução de binário de incisivo central apoiada nos mini implantes, após isso seguimos com alinhamento e nivelamento perseguindo o tratamento convencional. O tratamento proposto apresentou resultados satisfatórios para a correção da giroversão do elemento 11, com utilização de técnica totalmente apoiada em osso através de MPO, dando maior segurança e estabilidade ao tratamento, visto que a paciente ainda apresentava falhas ósseas na região do elemento 11 por essa razão a paciente foi encaminhada para realização de enxertia óssea alveolar secundária para restabelecer de forma completa a região de falha óssea
A maloclusão de classe III de Angle caracteriza-se pelo relacionamento anteroposterior entre a maxila e a mandíbula de forma inadequada, com posição anteriorizada da mandibula em relação à maxila. Sua prevalência é de 0,8–12% da população brasileira e os impactos para o paciente costumam produzir queda na auto-estima, dificuldades de mastigação, fonação, deglutição e fatores de dificuldade no convívio social. A abordagem não cirúrgica desta maloclusão pode demandar procedimentos de compensação dentária para mitigar esses aspectos, quando possível. Há casos em que o paciente apresenta também problemas no plano transversal, e recentemente o emprego de disjuntores associados com mini parafusos ortodônticos surgiu como variante importante desse tratamento. O presente trabalho faz o relato de caso de uma paciente, portadora de maloclusão de classe III de Angle, por excesso mandibular combinada com deficiência de maxila, que foi tratada com disjunção maxilar etração reversa. Em virtude do mal posicionamento dos molares, excessivamente vestibularizados, optamos por realizar a disjunção apoiada sobre dispositivo de ancoragem esquelética
As maloclusões, tem como fator etiológico primário o padrão de crescimento facial, que preserva características especificas, determinadas geneticamente. Pacientes padrão II são um dos tipos de padrão facial mais prevalentes no Brasil, na sua grande maioria possuem maloclusão de classe II, sendo comum a associação de apinhamento dentário na região anterior, mordida aberta e sobremordida. A estética facial é um fator importante que motiva a procura do tratamento ortodôntico. Uma face, assim como um sorriso agradável e dentro dos padrões estéticos, leva a uma maior qualidade de vida psicológica e social, onde a meta do tratamento sempre deve ser a associação entre a face e oclusão. A abordagem com a exodontia de pré-molares para correção da classe II esquelética com apinhamentos severos, permite melhora do perfil facial e aumenta as possibilidades de estabilidade pós-tratamento,evitando expansões, vestibularições e outros procedimentos que exptrapolam os limites biológicos individuais. A opção de exodontia no plano de tratamento, requer do ortodontista um ótimo planejamento estético e funcional, além de uma ancoragem posterior ideal, com um excelente controle de torque dos dentes anteriores. O objetivo do presente estudo, é apresentar o relato de caso de uma paciente padrão II, com maloclusão de classe I, apinhamento severo e sobremordida, onde foram realizadas as exodontias dos quatro primeiros pré-molares e emprego de ancoragem esquelética.
Capelozza (2004) desenvolveu um sistema de classificação baseado no crescimento facial. Ele classifica como padrão III os indivíduos que apresentam degrau sagital negativo entre maxila e mandíbula, ou seja, a mandíbula encontra-se posicionada anteriormente a maxila. O presente trabalho relata o caso clínico de um paciente com Padrão facial III, com retrusão de maxila e mandíbula protruída, em dentição mista com má oclusão de classe III. O tratamento consistiu em tração reversa da maxila subsequente à disjunção maxilar utilizando o protocolo MARPE. Para a disjunção, optamos pelo disjuntor palatino do tipo MARPE, modelo 2S, da marca PECLAB (Peclab, Belo horizonte, MG), e para tração reversa da maxila utilizamos a máscara facial de Petit marca Morelli. A terapia proposta apresentou resultados satisfatórios para a correção da mordida cruzada anterior, com ótimos benefícios funcionais e estéticos. Não foi descartada a necessidade de uma cirurgia ortognática futura, já que o paciente ainda se encontra em crescimento.
A mordida aberta anterior é uma maloclusão que apresenta um grande comprometimento estético e funcional, além das alterações dentárias e tam- bém esqueléticas, temos como objetivo a revisão de literatura e compilar evidências científicas acerca da etiologia, diagnóstico e tratamento da mordida aberta anteriores através de pesquisa bibliográfica e acesso as bases de pesquisas online. É uma má oclusão difícil de ser tratada e de estabilidade duvidosa, em decorrência da sua uma etiologia multifatorial, dentre os quais a hereditariedade, à presença de hábitos deletérios, à função ou tamanho anormal da língua, à respiração bucal, ao padrão de crescimento vertical e as patologias congênitas ou adquiridas, provocando alterações estéticas, funcionais e fonéticas. Assim, para que o tratamento ortodôntico seja eficaz e estável, uma abordagem multidisciplinar torna-se necessária, já que a correção apenas da má oclusão não seja eficaz, pois os tratamentos coadjuvantes são importantes para a manutenção da oclusão normal obtida pelo tratamento ortodôntico. Dentre eles, encontram-se a fonoaudiologia, a psicologia e a otorrinolaringologia
Os efeitos positivos da expansão rápida da maxila (ERM) para tratar deficiências transversas foram ao longo dos anos demonstrados em numerosos trabalhos das mais variadas metodologias. O objetivo do presente trabalho foi revisar a literatura e avaliar o efeito da expansão rápida da maxila no periodonto. Os autores pesquisados divergem no que se refere aos achados de perda óssea alveolar nos dentes de suporte, devido a diferença de idade das amostras e concordam que quanto maior a maturação esquelética, maiores são os efeitos negativos no periodonto.
Ao longo dos anos, o debate em torno da decisão entre extrair ou não extrair dentes em ortodontia, gerou controvérsias oscilando em um momento como uma opção a ser totalmente descartada e em outro, aceito como uma terapêutica que iria solucionar todos os problemas do tratamento. Atualmente, tratamentos com extrações são comuns no dia a dia do ortodontista. As extrações de primeiros e segundos pré-molares são consideradas convencionais, portanto, as mais utilizadas. Em alguns casos, os dentes de escolha recaem em incisivos inferiores, centrais ou laterais e, nesses casos, são consideradas extrações atípicas. O presente trabalho ilustra a possibilidade de, através de uma análise criteriosa dos elementos auxiliares de diagnóstico, um plano de tratamento bem elaborado e utilização de uma mecânica eficiente, a terapia de extração de incisivo inferior proporcionar resultados bastante satisfatórios com menor tempo de tratamento e maior estabilidade.