A ciência se multiplica através do ensino. Veja os pesquisadores formados e os projetos acadêmicos desenvolvidos sob a supervisão deste orientador.
A perda de molares permanentes é um problema recorrente na prática odontológica, causando alterações na oclusão, como extrusões, mesializações e dificuldades de reabilitação protética. O presente estudo aborda o uso de mini-implantes como ferramenta de ancoragem absoluta no tratamento ortodôntico de espaços edêntulos, destacando sua eficiência em procedimentos de verticalização e mesialização de molares. O objetivo foi relatar o caso de uma paciente de 30 anos com ausência do molar inferior direito, tratado com diferentes mecânicas utilizando mini-implantes. Durante o tratamento, foram realizados procedimentos de intrusão do dente antagonista, verticalização e mesialização dos molares, com apoio de mini-implantes em regiões estratégicas para controlar os movimentos dentários. A técnica permitiu ancoragem eficaz e previsibilidade dos resultados, minimizando efeitos colaterais e dispensando a necessidade de reabilitação protética. Conclui-se que os mini-implantes representam um recurso indispensável na ortodontia moderna, proporcionando soluções conservadoras e eficientes para movimentações dentárias complexas. Este estudo reforça sua aplicabilidade clínica como alternativa segura e acessível em casos semelhantes.
A mordida aberta anterior é uma má oclusão multifatorial e que tem um tratamento dependente da colaboração do paciente. Durante seu tratamento pode ser feito o uso de ancoragem óssea (com mini placas ou mini implantes) para a intrusão de dentes posteriores e com isso possa ocorrer uma modificação na oclusão, de forma que não seja necessária uma intervenção mais complexa (como é o caso da cirurgia ortognática). O referido trabalho relata o caso de uma paciente adulta que tem o costume de realizar sucção digital; hábito que pode ser bastante deletério para uma boa oclusão e que por conseguinte deve ser alterado. Foi escolhida a técnica com mini implantes (opção mais barata e de menor complexidade para implementação). Também foi feita a colocação de esporões linguais para uma correção do posicionamento da língua em repouso e assim retirar um fator que estava contribuindo para a manutenção da mordida aberta anterior.
A má oclusão de classe III esquelética retrata a discrepância no crescimento ósseo da maxila ou mandíbula, podendo estar relacionado a protrusão mandibular, retrusão maxilar, ou ainda à associação das duas situações. A relação entre os dentes acontece de forma que os primeiros molares inferiores ficam a frente dos primeiros molares superiores. O presente trabalho relata um caso clínico de tratamento compensatório de má oclusão esquelética de Classe III e desvio de linha média, através da distalização de molares inferiores com o uso de mini-implantes em região de buccal shelf. O objetivo deste relato é apresentar a eficácia do tratamento ortodôntico por meio da ancoragem esquelética com mini-implante extra-alveolar buccal shelf, que vem revolucionando o mundo da ortodontia. Com o tratamento realizado foi alcançando a classe I de molar, classe I de canino e correção do desvio de linha média. Pôde-se concluir que a ancoragem esquelética através de mini-implante extra-alveolar, mostrou-se eficiente na correção da má oclusão de classe III esquelética e, consequentemente, o desvio de linha média.
A atresia maxilar é uma condição comum em crianças durante as fases de dentição decídua e mista, frequentemente resultando em mordida cruzada posterior. Para corrigir essa discrepância, expansores palatinos com diferentes tipos de ancoragem, como o disjuntor Hyrax, são utilizados para promover a abertura da sutura palatina mediana. O presente estudo teve como objetivo avaliar a discrepância do modelo antes e após a expansão rápida da maxila utilizando o disjuntor Hyrax, por meio de um relato de caso clínico. Os resultados mostraram um aumento significativo no espaço da arcada superior, de 65,28 mm aos 10 e 11 meses para 69,67 mm aos 12 meses, próximo ao espaço ideal de 69,79 mm. A discrepância de espaço diminuiu de -4,21 mm para -0,12 mm, quase eliminando o déficit inicial. A técnica demonstrou-se eficaz na correção da mordida cruzada posterior e na criação de espaço adicional na arcada superior, contribuindo para o progresso do tratamento ortodôntico e apresentando resultados positivos na redução da discrepância de espaço.
No padrão de crescimento facial tipo I, os terços facial se apresentavam proporcionais com o selamento labial passivo, a paciente tem um tipo facial mesioderma. Na análise intrabucal identificou-se a ausência do dente permanente com ausência de espaço, e presença do dente decíduo apresentando retenção prolongada. Este relato de caso tem como objetivo relatar a utilização da técnica escolhida em razão da adequada relação oclusal já estabelecida nos demais dentes, menor morbidade cirúrgica e resultado estético e funcional, o uso de mini-implantes ortodônticos, em paciente com diagnóstico de impactação de canino, bem como sua eficácia diante do tratamento e efeitos adversos. Para o tratamento foi utilizado um mini-implante associado a um cantilever para o tracionamento do dente impactado. Foi observado uma melhora significativa tanto na face quanto na parte esquelética. O perfil da paciente melhorou consideravelmente, verificou-se também a correção de diastemas, alinhamento e nivelamento dos dentes com a inclusão do dente 13 no arco.
A transposição dentária é uma anomalia rara e de maior prevalência na maxila. Seu tratamento apresenta um desafio para a mecânica ortodôntica, exigindo grande habilidade e conhecimento do profissional. Este trabalho tem como objetivo relatar a técnica utilizada para manter uma transposição dentária entre canino e primeiro pré-molar superior esquerdo. O método utilizado neste relato de caso foi aceitar a conduta frente a transposição, tendo ao final do tratamento um resultado rápido, satisfatório e sem alterações estéticas
A Expansão Rápida da Maxila Assistida por Mini-implantes (MARPE) é uma técnica que utiliza um expansor maxilar ancorado no palato com mini-implantes para permitir a expansão do osso basal subjacente e minimizar os efeitos colaterais sobre os dentes posteriores. Este trabalho tem por objetivo, relatar um caso clínico de atresia maxilar em paciente jovem adulto tratado por meio da técnica MARPE. A paciente A.S.A, 30 anos, leucoderma, gênero feminino, procurou tratamento ortodôntico com a queixa principal de ―dentes tortos e mordida imperfeita‖. Após análise clínica e de exames complementares, pôde-se diagnosticar má-oclusão de Classe II de Angle, subdivisão direita, linhas médias não coincidentes, apinhamento dentário inferior e mordida cruzada posterior em decorrência de atresia maxilar. Para a correção da discrepância transversal, foi sugerido à paciente a Expansão Rápida da Maxila Assistida Cirurgicamente (SARPE), porém a mesma optou por não fazer este tipo de tratamento. O caso foi então tratado por meio da técnica MARPE. Subsequente à instalação, o aparelho foi ativado e na segunda semana, foi observada abertura de diastemas entre incisivos. Foi comprovada a abertura da sutura palatina mediana por meio de radiografia oclusal da maxila. Pode-se concluir que a MARPE foi capaz de abrir a sutura palatina mediana em um paciente adulto e foi eficiente em tratar a atresia maxilar.
Entende-se por dente impactado, aquele que não está presente na arcada dentária por qualquer que seja o motivo. Pode ainda ser descrito pela falta de espaço total ou parcial para que a erupção de um dente ocorra no tempo ideal. Essa impacção pode está ligada a outro elemento dentário, osso ou tecido mole (OUVÍDIO, 1995). Na Ortodontia está cada vez mais comum se falar na utilização de miniimplantes como dispositivo de ancoragem. Os mesmos podem ser utilizados em várias situações, sejam elas para intrusão ou extrusão, ou ainda, na mesialização, distalização e/ou na verticalização de molares. Sendo um dispositivo de ótima escolha, principalmente em locais de difícil acesso, por ter tamanho reduzido e sua técnica de instalação ser considerada simples e rápida. No caso clínico relatado, a utilização desse dispositivo como ancoragem indireta, foi de grande relevância, levando em consideração o sucesso final do tratamento. Conclui-se assim, que o mini-implante, é o dispositivo de primeira escolha para se usar em casos de verticalização de segundos molares inferiores impactados..
Tornou-se frequente a busca para o tratamento de problemas ortodônticos que afetam a função e estética da arcada dentária. Diante disso, este trabalho buscou realizar um levantamento bibliográfico da literatura para avaliação das características da expansão rápida da maxila com os disjuntores Hyrax e MARPE, durante o período de outubro do ano 2018 a junho de 2019, sem delimitação temporal. O disjuntor Hyrax é indicado para pacientes com dentição permanente e em fase de crescimento ósseo para tratar as deformidades transversais, possui facilidade para realizar uma correta higienização, mais conforto, previne a ocorrência de lesões no palato e possibilita a correção de dentes apinhados na arcada dentária. Observa-se que, ocorreu uma evolução no tratamento da ERM, uma nova técnica com utilização de mini-implantes ortodônticos foi proposta, sendo indicada para pacientes diagnosticados com a deficiência maxilar no sentido transversal, anteroposterior e com constrição maxilar. A técnica MARPE evita procedimentos cirúrgicos em pacientes que possuem fusão na sutura mediana, previne inclinação vestibular dos dentes posteriores e aumenta os efeitos esqueléticos em decorrência do processo de ancoragem dos mini-implantes na base óssea. Uma hipótese para o insucesso do hyrax em pacientes adultos jovens pode ser devido a ancoragem dentossuportado. Já o MARPE a aplicação é ósteo suportada, e o ponto de aplicação da força encontra-se mais próxima da sutura palatina.
Uma das maloclusões mais encontradas no consultório odontológico é a classe II esquelelética, caracterizada por uma má relação anteroposterior entre os maxilares, gerando um perfil facial convexo. Para o tratamento dessa maloclusão, os aparelhos funcionais, que apresentam como finalidade estimular o crescimento mandibular durante o período de crescimento facial ativo, como, Bionator de Balters e Occlus-o-Guide são indicados como forma de tratamento precoce. O objetivo desse trabalho é analisar, através de uma revisão de literatura, as características dos aparelhos Bionator de Balters e Occlus-o-Guide para tratamento da Classe II mandibular esquelética, por deficiência mandibular. De acordo com a literatura pesquisada, pode-se concluir que o aparelho Occlus-o-guide apresenta mais vantagens para o paciente que o Bionator de Balters, porém o mais importante durante o tratamento com aparelhos removíveis é a motivação de cada paciente no uso constante do aparelho.
Com o advento dos mini-implantes a forma de encarar a ancoragem ortodôntica mudou muito. Logo após, surgiram os mini-implantes extra-alveolares, que possibilitaram uma movimentação total dos arcos mandibulares sem riscos de danos em raízes dos dentes ou outras estruturas do processo alveolar. O presente trabalho teve como objetivo a realização de uma revisão literária baseada nos estudos científicos existentes. Ao longo do trabalho, foi discorrido a respeito das zonas de inserção, características dos dispositivos, técnicas de instalação e suas respectivas taxas de sucesso e insucesso. Ao final da revisão foi possível observar que esses dispositivos são de grande importância para os tratamentos ortodônticos, pois além de não incomodar os pacientes, eles possuem grandes taxas de sucesso e podem ser indicados nos mais variados casos ortodônticos.