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Introduzidos no final da década de 1990, os alinhadores transparentes, como o Invisalign®, têm sido continuamente aprimorados para tratar uma gama mais ampla de problemas ortodônticos, incluindo casos complexos que tradicionalmente requeriam aparelhos fixos. O objetivo deste trabalho é identificar a viabilidade do uso de alinhadores estéticos associados a dispositivos e auxiliares ortodônticos para tratamento de casos complexos de má oclusão. Como metodologia foi adotada uma abordagem qualitativa, utilizando-se como método de investigação a revisão integrativa da literatura. Foram analisados artigos publicados entre 2018 e 2025, acessados via Google Acadêmico e SciELO. Critérios de inclusão e exclusão foram estabelecidos para garantir a relevância dos estudos analisados. A análise resultou na seleção de 8 estudos que exploram a eficácia dos alinhadores em casos complexos. Os estudos indicam que, apesar das limitações iniciais, o uso de acessórios como attachments e dispositivos de ancoragem esquelética aumentam significativamente a eficácia dos alinhadores. Os resultados mostram que os alinhadores, associados a dispositivos auxiliares, podem tratar com sucesso uma variedade de problemas ortodônticos complexos, incluindo intrusão de molares, movimentação de corpo, e correções de más oclusões severas. Conclui-se que, com o domínio técnico adequado e o uso de dispositivos auxiliares, os alinhadores estéticos podem ser uma opção viável e eficaz para casos ortodônticos complexos.
No padrão de crescimento facial tipo I, os terços facial se apresentavam proporcionais com o selamento labial passivo, a paciente tem um tipo facial mesioderma. Na análise intrabucal identificou-se a ausência do dente permanente com ausência de espaço, e presença do dente decíduo apresentando retenção prolongada. Este relato de caso tem como objetivo relatar a utilização da técnica escolhida em razão da adequada relação oclusal já estabelecida nos demais dentes, menor morbidade cirúrgica e resultado estético e funcional, o uso de mini-implantes ortodônticos, em paciente com diagnóstico de impactação de canino, bem como sua eficácia diante do tratamento e efeitos adversos. Para o tratamento foi utilizado um mini-implante associado a um cantilever para o tracionamento do dente impactado. Foi observado uma melhora significativa tanto na face quanto na parte esquelética. O perfil da paciente melhorou consideravelmente, verificou-se também a correção de diastemas, alinhamento e nivelamento dos dentes com a inclusão do dente 13 no arco.
A má oclusão de classe III esquelética retrata a discrepância no crescimento ósseo da maxila ou mandíbula, podendo estar relacionado a protrusão mandibular, retrusão maxilar, ou ainda à associação das duas situações. A relação entre os dentes acontece de forma que os primeiros molares inferiores ficam a frente dos primeiros molares superiores. O presente trabalho relata um caso clínico de tratamento compensatório de má oclusão esquelética de Classe III e desvio de linha média, através da distalização de molares inferiores com o uso de mini-implantes em região de buccal shelf. O objetivo deste relato é apresentar a eficácia do tratamento ortodôntico por meio da ancoragem esquelética com mini-implante extra-alveolar buccal shelf, que vem revolucionando o mundo da ortodontia. Com o tratamento realizado foi alcançando a classe I de molar, classe I de canino e correção do desvio de linha média. Pôde-se concluir que a ancoragem esquelética através de mini-implante extra-alveolar, mostrou-se eficiente na correção da má oclusão de classe III esquelética e, consequentemente, o desvio de linha média.
Na ortodontia é muito comum encontrar apinhamentos severos, uma das condições que são mais encontradas é a do canino ectópico, ficando atrás apenas do terceiro molar. Acredita-se que essa condição é multifatorial, podendo está relacionada a genética, tamanho da coroa dental com relação ao espaço existente no perímetro do arco, traumas e outras fatores. O elemento dental canino além de desempenhar um papel muito importante na mastigação, na fala, na estética, ele também é considerado um dos dentes de maior impacto na fisiologia normal da boca, pois se torna responsável para manter uma oclusão ideal, servindo de guia entre os dentes posteriores e anteriores. Este relato de caso, tem como objetivo descrever um tratamento ortodôntico, com extração dental, visando obter espaços suficientes para corrigir o apinhamento dos dentes caninos superiores, através da retração desses elementos com a mecânica da alça em T. Onde foram obtidos os valores desejados em apenas 6 meses de uso da alça, com os caninos quase em posição de contato oclusal e sem alterações visiveis nos tecidos gengivais.
A atresia maxilar é uma condição comum em crianças durante as fases de dentição decídua e mista, frequentemente resultando em mordida cruzada posterior. Para corrigir essa discrepância, expansores palatinos com diferentes tipos de ancoragem, como o disjuntor Hyrax, são utilizados para promover a abertura da sutura palatina mediana. O presente estudo teve como objetivo avaliar a discrepância do modelo antes e após a expansão rápida da maxila utilizando o disjuntor Hyrax, por meio de um relato de caso clínico. Os resultados mostraram um aumento significativo no espaço da arcada superior, de 65,28 mm aos 10 e 11 meses para 69,67 mm aos 12 meses, próximo ao espaço ideal de 69,79 mm. A discrepância de espaço diminuiu de -4,21 mm para -0,12 mm, quase eliminando o déficit inicial. A técnica demonstrou-se eficaz na correção da mordida cruzada posterior e na criação de espaço adicional na arcada superior, contribuindo para o progresso do tratamento ortodôntico e apresentando resultados positivos na redução da discrepância de espaço.
O tratamento radioterápico é a causa de inúmeras sequelas orais em pacientes portadores de neoplasia maligna em cabeça e pescoço, o que faz do cirurgião dentista uma figura significativa na equipe multidisciplinar, estando presente no decorrer das fases do tratamento oncológico (fase pré, trans e pós), com o intuito de prevenir e aliviar algumas complicações bucais. O propósito deste trabalho é descrever as sequelas orais que porventura necessitem do tratamento endodôntico, como também descrever o tratamento endodôntico realizado em pacientes irradiados em cabeça e pescoço. Tratou-se de uma revisão integrativa da literatura no período de fevereiro a julho de 2019, onde foram realizadas buscas na literatura cientifica nas seguintes bases de dados: BIREME, LILACS, MEDLINE, PubMed e SciELO. Os descritores utilizados foram: tratamento endodôntico, pacientes oncológicos, radiotherapy, xerostomia, oral health, headandneckradiotherapy, osteoradionecrosis, câncer, endodontics, radiotherapy. Foram inclusos na pesquisa, artigos das línguas portuguesa e inglesa que atenderam ao tema proposto. Após análise, foram selecionados 26 (vinte e seis) estudos. Dentre eles, observou-se que a qualidade de vida durante e após o tratamento radioterápico em cabeça e pescoço pode ser drasticamente diminuída, devido aos efeitos colaterais que afetam a boca. Dentre as sequelas orais mais frequentes e decorrentes à radioterapia estão: xerostomia, mucosite, candidose, cárie de radiação, trismo e osteorradionecrose. Faz-se necessários novos estudos com pacientes irradiados para proservar os tratamentos endodônticos e os efeitos após a radioterapia.