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A desinfecção dos canais radiculares consiste no uso de soluções irrigadoras e métodos de instrumentação para ser realizada. O grande desafio dessa desinfecção é fazer com que ocorra a remoção completa dos micro-organismos (MO) visto tamanha complexidade do sistema de canais radiculares (SCR). Com isso, esse trabalho tem o intuito de fazer uma revisão bibliográfica sobre os principais métodos de irrigação ativada do canal radicular, apresentando o conceito e estabelecendo eficácia de cada método. Sendo eles: Ultrassom; Xp endo; EndoActivator e Easyclean. As características de cada um dos sistemas mostram que o objetivo de todos no final é o mesmo, remover a ‘’smear layer’’ e promover a desinfecção mais completa dos canais radiculares, chegando os canais acessórios e locais onde o sistema de limas endodônticas não conseguem chegar.
O objetivo dessa revisão foi comparar o hipoclorito de sódio e a clorexidina como soluções irrigantes utilizadas no tratamento de canais radiculares. Uma solução irrigadora ideal deve apresentar ação antimicrobiana, dissolver resíduos teciduais, promover molhamento com finalidade de facilitar a instrumentação, e apresentar biocompatibilidade com os tecidos adjacentes. O hipoclorito de sódio utilizado em diferentes concentrações para limpeza de canais radiculares tem sido a solução de escolha entre os profissionais por apresentar ação antimicrobiana e atuar como solvente tecidual. Porém, atualmente, a clorexidina vem sendo muito utilizada como solução irrigadora devido a propriedades específicas que viabilizam sua utilização, tais como substantividade, efetividade antimicrobiana, e baixa toxicidade. Este estudo caracterizou-se por ser uma pesquisa bibliográfica realizada nas seguintes bases de dados eletrônicos: Plataforma CAPES, PubMed, SCIELO, Google acadêmico, Oasis e LILACS, com a busca de publicações científicas relevantes entre os anos de 2016 e 2021 relacionados ao tema. Os termos utilizados para seleção dos artigos foram: Clorexidina. Hipoclorito de sódio. Irrigantes do canal radicular. Os operadores booleanos OR e AND foram utilizados junto aos descritores para refinar a busca Após a filtragem inicial, os artigos que apresentavam como temática principal AVALIAÇÃO DOS IRRIGANTES CLOREXIDINA E HIPOCLORITO NA DESCONTAMINAÇÃO DO SISTEMA DE CANAIS RADICULARES foram avaliados e classificados em elegíveis (estudos que apresentaram relevância e tinham possibilidade de ser incluídos na revisão) e não elegíveis (estudos sem relevância, sem possibilidade de inclusão na revisão). De um universo de 129 publicações consideradas elegíveis, 10 publicações representam estudos que descrevem um comparativo entre as soluções irrigadoras Clorexidina e hipoclorito de sódio. Conclui-se que o Hipolorito de Sódio é a solução mais indicada e mais utilizada como irrigante principal; O Hipoclorito possui amplo espectro de ação e efeito de dissolução tecidual; A clorexidina deve ser utilizada preferencialmente em casos de pacientes alérgicos ao Hipoclorito de Sódio;
O procedimento endodôntico regenerativo baseado na engenharia tecidual tem despertado interesse já que o tratamento tradicional de dentes permanentes imaturos com necrose pulpar pode resultar em falhas, podendo comprometer o sucesso clínico. A engenharia tecidual se baseia na tríade que compreende scaffold de biomaterial, células-tronco e moléculas bioativas onde sua interação favorece a formação do neotecido desejado, para endodontia a reparação do complexo dentino-pulpar. Estudos têm buscado uma abordagem ideal com aplicabilidade clínica que forneça segurança. Diversos polímeros bioativos de origem natural e sintética tem sido objeto de estudo para formulação de um scaffold que seja ideal e favoreça a entrega de moléculas de sinalização para induzir a migração, aderência e diferenciação de células-tronco. Essa revisão de literatura tem como objetivo avaliar a abordagem mais promissora com aplicabilidade clínica para endodontia regenerativa.
O tratamento endodôntico consiste em um procedimento de acesso coronário e preparo químico e mecânico dos canais radiculares com o objetivo de tratar alguma patologia pulpar irreversível. Dessa maneira esse tratamento, assim como os demais, deve seguir princípios científicos e biológicos para que sejam minimizados os riscos de falhas e acidentes. Em situações nas quais o profissional não possa acessar via coronária é necessário recorrer a um caminho não convencional para o tratamento, como a cirurgia paraendodôntica. A cirurgia paraendodôntica é indicada para solucionar casos complexos, seja por razões da anatomia interna do dente (canais calcificados), iatrogenia do cirurgião-dentista (lima fraturada obstruindo o canal), extravasamento de material obturador, falha do tratamento convencional, impossibilidade de retratamento, perfurações apicais e tratamento endodônticos de dentes com núcleos ou portadores de próteses fixa. Tendo em vista as diferentes possibilidades de uso da cirurgia paraendodôntica e os avanços na rotina clínica odontológica tornam-se pertinentes pesquisas que objetivem conhecer o cenário e desempenho dessa técnica atualmente. Sendo assim, o presente estudo tem como objetivo analisar o cenário contemporâneo da cirurgia paraendodôntica na Odontologia.
O insucesso endodôntico deriva de falhas durante o tratamento com consequente promoção de infecções persistentes e que estão associadas à presença de bactérias resistentes, principalmente a Enterococcus faecalis. O objetivo deste estudo foi realizar uma revisão da literatura sobre a influência da Enterococcus faecalis nos casos de insucesso da terapia endodôntica. Realizou-se uma busca nas seguintes bases de dados: Pubmed, Scielo e BVS. Após a seleção por título e resumo, 29 artigos foram examinados com a leitura de seu texto completo e foram extraídos conteúdos de relevância para esta pesquisa. De acordo com a revisão da literatura, conclui-se que uso de técnicas assertivas, novas tecnologias e terapias coadjuvantes, pode evitar que ocorra falha na execução do tratamento viabilizando a eliminação de microrganismos persistentes após o preparo químico mecânico do sistema de canais radiculares.