A ciência se multiplica através do ensino. Veja os pesquisadores formados e os projetos acadêmicos desenvolvidos sob a supervisão deste orientador.
Na ortodontia é muito comum encontrar apinhamentos severos, uma das condições que são mais encontradas é a do canino ectópico, ficando atrás apenas do terceiro molar. Acredita-se que essa condição é multifatorial, podendo está relacionada a genética, tamanho da coroa dental com relação ao espaço existente no perímetro do arco, traumas e outras fatores. O elemento dental canino além de desempenhar um papel muito importante na mastigação, na fala, na estética, ele também é considerado um dos dentes de maior impacto na fisiologia normal da boca, pois se torna responsável para manter uma oclusão ideal, servindo de guia entre os dentes posteriores e anteriores. Este relato de caso, tem como objetivo descrever um tratamento ortodôntico, com extração dental, visando obter espaços suficientes para corrigir o apinhamento dos dentes caninos superiores, através da retração desses elementos com a mecânica da alça em T. Onde foram obtidos os valores desejados em apenas 6 meses de uso da alça, com os caninos quase em posição de contato oclusal e sem alterações visiveis nos tecidos gengivais.
A Mordida Aberta Anterior (MAA) é uma má oclusão de natureza vertical caracterizada pela deficiência de contato vertical entre os dentes anteriores superiores e inferiores. Sua maior prevalência se dá na dentição decídua, entretanto pode ocorrer também na fase das dentições mistas e permanente. O padrão de crescimento dos maxilares e da estrutura esquelética craniofacial, assim como hábitos deletérios influenciam fortemente no desenvolvimento dessa disfunção. O objetivo deste estudo é descrever as estratégias utilizadas no tratamento da Mordida aberta anterior em pacientes adultos.O presente estudo trata-se da elaboração de uma Revisão Integrativa da literatura através de uma busca eletrônica nas bases de dados PubMed, LILACS e Google Acadêmico usando os descritores Mordida Aberta, Adulto, etiologia e Tratamento. Para construção do estudo, foram incluídos 13 artigos que apresentavam em seu conteúdo a etiologia da mordida aberta anterior (MAA), assim como diagnóstico, formas de tratamento e resultados com sucesso e estabilidade. Dentre os tratamentos não cirúrgicos para mordida aberta anterior, estão os TAD’s (Dispositivos de Ancoragem Temporária), na qual incluem miniplacas, mini-implantes e Microparafusos, todos com o objetivo de intruir os molares. Embora a Cirurgia Ortognática seja o tratamento padrão ouro para essa condição, a ancoragem para intrusão dos posteriores, assim como a camuflagem ortodôntica, abriu as portas para resolução de muitos problemas esqueléticos. Embora difícil de ser tratada, atualmente muitos casos podem ser resolvidos de forma não cirúrgica com efeitos satisfatórios. Casos mais complexos ocorrem até 30% de recidiva e outros apenas a cirurgia Ortognática é uma opção
A Expansão Rápida da Maxila Assistida por Mini-implantes (MARPE) é uma técnica que utiliza um expansor maxilar ancorado no palato com mini-implantes para permitir a expansão do osso basal subjacente e minimizar os efeitos colaterais sobre os dentes posteriores. Este trabalho tem por objetivo, relatar um caso clínico de atresia maxilar em paciente jovem adulto tratado por meio da técnica MARPE. A paciente A.S.A, 30 anos, leucoderma, gênero feminino, procurou tratamento ortodôntico com a queixa principal de ―dentes tortos e mordida imperfeita‖. Após análise clínica e de exames complementares, pôde-se diagnosticar má-oclusão de Classe II de Angle, subdivisão direita, linhas médias não coincidentes, apinhamento dentário inferior e mordida cruzada posterior em decorrência de atresia maxilar. Para a correção da discrepância transversal, foi sugerido à paciente a Expansão Rápida da Maxila Assistida Cirurgicamente (SARPE), porém a mesma optou por não fazer este tipo de tratamento. O caso foi então tratado por meio da técnica MARPE. Subsequente à instalação, o aparelho foi ativado e na segunda semana, foi observada abertura de diastemas entre incisivos. Foi comprovada a abertura da sutura palatina mediana por meio de radiografia oclusal da maxila. Pode-se concluir que a MARPE foi capaz de abrir a sutura palatina mediana em um paciente adulto e foi eficiente em tratar a atresia maxilar.
Tornou-se frequente a busca para o tratamento de problemas ortodônticos que afetam a função e estética da arcada dentária. Diante disso, este trabalho buscou realizar um levantamento bibliográfico da literatura para avaliação das características da expansão rápida da maxila com os disjuntores Hyrax e MARPE, durante o período de outubro do ano 2018 a junho de 2019, sem delimitação temporal. O disjuntor Hyrax é indicado para pacientes com dentição permanente e em fase de crescimento ósseo para tratar as deformidades transversais, possui facilidade para realizar uma correta higienização, mais conforto, previne a ocorrência de lesões no palato e possibilita a correção de dentes apinhados na arcada dentária. Observa-se que, ocorreu uma evolução no tratamento da ERM, uma nova técnica com utilização de mini-implantes ortodônticos foi proposta, sendo indicada para pacientes diagnosticados com a deficiência maxilar no sentido transversal, anteroposterior e com constrição maxilar. A técnica MARPE evita procedimentos cirúrgicos em pacientes que possuem fusão na sutura mediana, previne inclinação vestibular dos dentes posteriores e aumenta os efeitos esqueléticos em decorrência do processo de ancoragem dos mini-implantes na base óssea. Uma hipótese para o insucesso do hyrax em pacientes adultos jovens pode ser devido a ancoragem dentossuportado. Já o MARPE a aplicação é ósteo suportada, e o ponto de aplicação da força encontra-se mais próxima da sutura palatina.
O presente estudo tem por objetivo desenvolver uma análise em torno do tema que aborda o tratamento ortodôntico prévio à reabilitação com base em três movimentos. Para atingir o objetivo proposto se pauta sobre três linhas de movimentos ortodônticos para recuperar espaço e reabilitar: movimento horizontal, no caso a mesialização; movimento vertical, no caso a intrusão dentária; e a verticalização que analisa os casos de dentes inclinados que, uma vez verticalizados, tende a abrir espaço para reabilitar. A pesquisa também aborda com muita ênfase o relevante papel exercido pelo mini-implantes na realização destes movimentos, uma vez que se tornaram um eficiente instrumento de ancoragem esquelética na realização desta ação. Destacando sua eficiência que a cada dia vem se tornando um instrumento indispensável no tratamento ortodôntico. A metodologia utilizada para o desenvolvimento da pesquisa é de caráter bibliográfico uma vez que se baseia em estudo de autores que se debruçaram sobre análises em torno do tratamento ortodôntico prévio à reabilitação com base nestes movimentos. A pesquisa vai demonstrar que os movimentos de mesialização, intrusão e verticalização utilizados na ortodontia com a finalidade de recuperar espaços e reabilitar se constituem em um grande avanço no sentido de corrigir o posicionamento dos dentes, melhorando assim a estética e função.
Uma das maloclusões mais encontradas no consultório odontológico é a classe II esquelelética, caracterizada por uma má relação anteroposterior entre os maxilares, gerando um perfil facial convexo. Para o tratamento dessa maloclusão, os aparelhos funcionais, que apresentam como finalidade estimular o crescimento mandibular durante o período de crescimento facial ativo, como, Bionator de Balters e Occlus-o-Guide são indicados como forma de tratamento precoce. O objetivo desse trabalho é analisar, através de uma revisão de literatura, as características dos aparelhos Bionator de Balters e Occlus-o-Guide para tratamento da Classe II mandibular esquelética, por deficiência mandibular. De acordo com a literatura pesquisada, pode-se concluir que o aparelho Occlus-o-guide apresenta mais vantagens para o paciente que o Bionator de Balters, porém o mais importante durante o tratamento com aparelhos removíveis é a motivação de cada paciente no uso constante do aparelho.
A presente pesquisa tem por objetivo analisar o perfil epidemiológico das más oclusões em crianças brasileiras com faixa etária entre seis e dez anos. Para atingir o objetivo proposto foram utilizados dados levantados por cinco estudos, desenvolvidos com a finalidade de constatar a prevalência de má oclusão entre crianças nesta faixa etária. Segundo estudos, constata-se a incidência de má oclusão no Brasil cujo índices de ocorrência são elevados e, segundo dados, chegam a 85,7% de casos. A metodologia utilizada para o desenvolvimento da pesquisa se caracteriza como quantitativo, de caráter exploratório descritivo. A fundamentação metodológica tem como pauta pesquisas divulgadas em sites da SCIELO e PUBMED. Observaram-se duas conclusões específicas: primeiro da dificuldade de se estabelecer uma definição exata sobre as causas motivadoras da má oclusão no Brasil em função da diversidade de fatores existentes, como também os grupos analisados apresentarem características que lhe são próprias; segundo, da dificuldade de se estabelecer um cenário científico sobre a incidência de má oclusão em virtude de a maioria dos estudos serem pontuais, indiretos e pouco objetivos.
Com o advento dos mini-implantes a forma de encarar a ancoragem ortodôntica mudou muito. Logo após, surgiram os mini-implantes extra-alveolares, que possibilitaram uma movimentação total dos arcos mandibulares sem riscos de danos em raízes dos dentes ou outras estruturas do processo alveolar. O presente trabalho teve como objetivo a realização de uma revisão literária baseada nos estudos científicos existentes. Ao longo do trabalho, foi discorrido a respeito das zonas de inserção, características dos dispositivos, técnicas de instalação e suas respectivas taxas de sucesso e insucesso. Ao final da revisão foi possível observar que esses dispositivos são de grande importância para os tratamentos ortodônticos, pois além de não incomodar os pacientes, eles possuem grandes taxas de sucesso e podem ser indicados nos mais variados casos ortodônticos.