Explorando uma coleção curada de conhecimentos. Temos 3 publicações sobre Ancoragem esquelética.
A má oclusão de Classe II de Angle, especialmente quando associada a apinhamento anterior severo, representa um desafio comum na prática ortodôntica, exigindo abordagem terapêutica personalizada e biomecânica eficiente. Este relato de caso descreve o tratamento de uma paciente adolescente, portadora de Classe II dentoesquelética, padrão dolicofacial leve, retrusão bimaxilar e apinhamento dentário severo. O planejamento incluiu a realização de exodontias dos primeiros pré-molares (14, 24, 34 e 44), instalação de aparelho autoligado Roth SLP em ambas as arcadas e uso de distalizador com ancoragem esquelética por miniparafusos ortodônticos (MPO). A mecânica ortodôntica contemplou a aplicação de fios termoativados em sequência, desgastes interproximais (IPR) e elásticos intermaxilares, visando o alinhamento, retração incisiva, controle vertical e intercuspidação funcional. A análise cefalométrica, utilizando os métodos de Ricketts, Unicamp e USP, apontou padrão esquelético Classe II com retrusão bimaxilar, ângulo interincisal diminuído e protrusão dos incisivos, justificando a estratégia terapêutica adotada. Após 14 meses de tratamento, observou-se significativa melhora no alinhamento dentário, na relação anteroposterior e no equilíbrio do perfil facial, com manutenção da ancoragem e controle eficaz de torque. Conclui-se que a associação de extrações estratégicas, ancoragem esquelética e dispositivos autoligados permite alcançar resultados previsíveis e estáveis, sendo uma alternativa segura e eficaz em casos de alta complexidade ortodôntica.
A perda de molares permanentes é um problema recorrente na prática odontológica, causando alterações na oclusão, como extrusões, mesializações e dificuldades de reabilitação protética. O presente estudo aborda o uso de mini-implantes como ferramenta de ancoragem absoluta no tratamento ortodôntico de espaços edêntulos, destacando sua eficiência em procedimentos de verticalização e mesialização de molares. O objetivo foi relatar o caso de uma paciente de 30 anos com ausência do molar inferior direito, tratado com diferentes mecânicas utilizando mini-implantes. Durante o tratamento, foram realizados procedimentos de intrusão do dente antagonista, verticalização e mesialização dos molares, com apoio de mini-implantes em regiões estratégicas para controlar os movimentos dentários. A técnica permitiu ancoragem eficaz e previsibilidade dos resultados, minimizando efeitos colaterais e dispensando a necessidade de reabilitação protética. Conclui-se que os mini-implantes representam um recurso indispensável na ortodontia moderna, proporcionando soluções conservadoras e eficientes para movimentações dentárias complexas. Este estudo reforça sua aplicabilidade clínica como alternativa segura e acessível em casos semelhantes.