TRATAMENTO ORTODÔNTICO DA MÁ OCLUSÃO CLASSE II E APINHAMENTO SEVERO COM EXTRAÇÕES, DISTALIZAÇÃO ASSISTIDA E APARELHO AUTOLIGADO: RELATO DE CASO CLÍNICO
Edinardo Fagner Ferreira Matias A má oclusão de Classe II de Angle, especialmente quando associada a apinhamento anterior severo, representa um desafio comum na prática ortodôntica, exigindo abordagem terapêutica personalizada e biomecânica eficiente. Este relato de caso descreve o tratamento de uma paciente adolescente, portadora de Classe II dentoesquelética, padrão dolicofacial leve, retrusão bimaxilar e apinhamento dentário severo. O planejamento incluiu a realização de exodontias dos primeiros pré-molares (14, 24, 34 e 44), instalação de aparelho autoligado Roth SLP em ambas as arcadas e uso de distalizador com ancoragem esquelética por miniparafusos ortodônticos (MPO). A mecânica ortodôntica contemplou a aplicação de fios termoativados em sequência, desgastes interproximais (IPR) e elásticos intermaxilares, visando o alinhamento, retração incisiva, controle vertical e intercuspidação funcional. A análise cefalométrica, utilizando os métodos de Ricketts, Unicamp e USP, apontou padrão esquelético Classe II com retrusão bimaxilar, ângulo interincisal diminuído e protrusão dos incisivos, justificando a estratégia terapêutica adotada. Após 14 meses de tratamento, observou-se significativa melhora no alinhamento dentário, na relação anteroposterior e no equilíbrio do perfil facial, com manutenção da ancoragem e controle eficaz de torque. Conclui-se que a associação de extrações estratégicas, ancoragem esquelética e dispositivos autoligados permite alcançar resultados previsíveis e estáveis, sendo uma alternativa segura e eficaz em casos de alta complexidade ortodôntica.
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