Explorando uma coleção curada de conhecimentos. Temos 4 publicações sobre Diagnóstico por Imagem.
A violência infantil é um problema social e de saúde pública que afeta milhares de crianças em todo o mundo, muitas vezes de forma silenciosa e recorrente. No contexto do radiodiagnóstico, os exames de imagem desempenham papel crucial na identificação de lesões compatíveis com maus-tratos, permitindo que profissionais da radiologia contribuam diretamente para a proteção da infância. Este trabalho parte da necessidade de compreender como esses profissionais atuam diante de evidências de abuso infantil, considerando sua responsabilidade técnica, ética e legal na detecção e encaminhamento dos casos. Este estudo tem como objetivo analisar os principais aspectos e achados radiológicos relacionados à violência infantil, bem como identificar se os profissionais de radiologia estão preparados para reconhecer e agir diante desses casos no contexto do radiodiagnóstico. A pesquisa foi conduzida por meio de uma revisão integrativa da literatura, utilizando bases científicas como SciELO, LILACS, PubMed/MEDLINE e BVS, onde foi encontrado inicialmente 183 estudos para a composição desse trabalho, após realizando critérios específicos de inclusão e exclusão para selecionar estudos relevantes ficaram selecionados 10 estudos que evidenciam a importância da atuação multidisciplinar e da capacitação dos profissionais de radiologia para que possam contribuir efetivamente na detecção e encaminhamento de casos suspeitos. Os resultados apontam que os exames de imagem, especialmente a radiografia e a tomografia computadorizada, desempenham papel fundamental na identificação de lesões compatíveis com maus-tratos, como fraturas em múltiplos estágios de cicatrização, lesões cranianas e abdominais. Conclui-se que, embora a radiologia seja uma ferramenta essencial na identificação da violência infantil, ainda há lacunas na formação e na atuação dos profissionais da área. É necessário investir em educação continuada, protocolos de atendimento e integração com os demais setores da rede de proteção à criança, garantindo que os exames de imagem não apenas revelem evidências, mas também promovam ações concretas de proteção e justiça.
O trabalho analisa de forma crítica e sistemática o impacto da Inteligência Artificial (IA) na prática clínica da Radiologia, abordando seus avanços, benefícios, limitações e implicações ético-profissionais. Por meio de uma revisão integrativa da literatura, foram selecionados e analisados sete estudos publicados entre 2018 e 2025, localizados nas bases PubMed/MEDLINE, SciELO e Google Acadêmico. Os resultados demonstram que a IA tem se consolidado como ferramenta de apoio essencial ao radiologista, promovendo ganhos de eficiência operacional, otimização do fluxo de trabalho e aumento da acurácia diagnóstica. As principais aplicações incluem triagem inteligente de exames, automatização de tarefas repetitivas e análises quantitativas avançadas, como a detecção precoce de lesões e segmentação automática de estruturas anatômicas. Tais recursos contribuem para a redução do tempo de laudo, da variabilidade interobservador e do risco de burnout profissional. Entretanto, a pesquisa evidencia desafios éticos e regulatórios que limitam a adoção plena da tecnologia, como o viés algorítmico, a falta de transparência nos modelos de decisão ('caixas-pretas') e a ausência de regulamentação específica no Brasil. Também se destaca a necessidade urgente de capacitação dos profissionais, com formação voltada para alfabetização digital e ciência de dados, a fim de garantir o uso crítico e responsável das ferramentas. Conclui-se que o impacto real da IA na radiologia reside não na substituição, mas na evolução do papel do radiologista, que passa a atuar como curador e intérprete final dos resultados automatizados. A integração equilibrada entre tecnologia, ética e qualificação profissional é essencial para um diagnóstico por imagem mais preciso, ágil e humanizado.
Esta pesquisa investiga os cuidados fundamentais que devem ser oferecidos a pacientes idosos em centros de diagnóstico por imagem, destacando a relevância de um serviço humanizado e seguro. O crescimento da população idosa tem provocado um aumento na procura por testes diagnósticos, ressaltando a necessidade de adaptações que considerem suas particularidades físicas, cognitivas e emocionais. Dificuldades comuns nesses cenários incluem mobilidade limitada, problemas de audição e altos níveis de ansiedade. O estudo, fundamentado em uma revisão de escopo, visa reconhecer táticas que aprimorem a experiência desses pacientes e auxiliem na obtenção de diagnósticos mais precisos. As informações examinadas indicam que ações como humanização no serviço, comunicação transparente e compreensível, além de treinamentos para profissionais, são fundamentais para diminuir a ansiedade e estimular uma maior cooperação dos pacientes. A adaptação de espaços e dispositivos é igualmente importante, englobando ajustes na altura de mesas e equipamentos, iluminação apropriada, além de recursos como almofadas e barras de apoio. As tecnologias de assistência também se sobressaem como instrumentos eficientes para ampliar a acessibilidade e acelerar o processo de atendimento. E crucial dar prioridade ao conforto físico e emocional dos pacientes. Fatores como a presença de acompanhantes, a disponibilização de informações detalhas sobre o processo e a atenção à saúde mental são fundamentais para proporcionar uma experiência mais segura e receptiva. No entanto, práticas impróprias podem causar problemas como quedas, reações negativas a contrastes e traumas emocionais, enfatizando a importância de um atendimento cuidadoso e individualizado. Quando adequadamente aplicado, o cuidado após o exame também favorece índices elevados de satisfação e taxas reduzidas de complicações. Esta pesquisa sugere a elaboração de protocolos específicos para idosos, garantindo altos níveis de qualidade no serviço prestado. Em resumo, é crucial aprimorar as práticas direcionadas aos pacientes idosos em centros de diagnóstico para oferecer uma experiência mais segura, confortável e digna, alinhada aos princípios de igualdade e humanização no atendimento à saúde.