Explorando uma coleção curada de conhecimentos. Temos 5 publicações sobre Expansão Rápida da Maxila.
A atresia maxilar é uma condição comum em crianças durante as fases de dentição decídua e mista, frequentemente resultando em mordida cruzada posterior. Para corrigir essa discrepância, expansores palatinos com diferentes tipos de ancoragem, como o disjuntor Hyrax, são utilizados para promover a abertura da sutura palatina mediana. O presente estudo teve como objetivo avaliar a discrepância do modelo antes e após a expansão rápida da maxila utilizando o disjuntor Hyrax, por meio de um relato de caso clínico. Os resultados mostraram um aumento significativo no espaço da arcada superior, de 65,28 mm aos 10 e 11 meses para 69,67 mm aos 12 meses, próximo ao espaço ideal de 69,79 mm. A discrepância de espaço diminuiu de -4,21 mm para -0,12 mm, quase eliminando o déficit inicial. A técnica demonstrou-se eficaz na correção da mordida cruzada posterior e na criação de espaço adicional na arcada superior, contribuindo para o progresso do tratamento ortodôntico e apresentando resultados positivos na redução da discrepância de espaço.
A maloclusão de classe III de Angle caracteriza-se pelo relacionamento anteroposterior entre a maxila e a mandíbula de forma inadequada, com posição anteriorizada da mandibula em relação à maxila. Sua prevalência é de 0,8–12% da população brasileira e os impactos para o paciente costumam produzir queda na auto-estima, dificuldades de mastigação, fonação, deglutição e fatores de dificuldade no convívio social. A abordagem não cirúrgica desta maloclusão pode demandar procedimentos de compensação dentária para mitigar esses aspectos, quando possível. Há casos em que o paciente apresenta também problemas no plano transversal, e recentemente o emprego de disjuntores associados com mini parafusos ortodônticos surgiu como variante importante desse tratamento. O presente trabalho faz o relato de caso de uma paciente, portadora de maloclusão de classe III de Angle, por excesso mandibular combinada com deficiência de maxila, que foi tratada com disjunção maxilar etração reversa. Em virtude do mal posicionamento dos molares, excessivamente vestibularizados, optamos por realizar a disjunção apoiada sobre dispositivo de ancoragem esquelética
Tornou-se frequente a busca para o tratamento de problemas ortodônticos que afetam a função e estética da arcada dentária. Diante disso, este trabalho buscou realizar um levantamento bibliográfico da literatura para avaliação das características da expansão rápida da maxila com os disjuntores Hyrax e MARPE, durante o período de outubro do ano 2018 a junho de 2019, sem delimitação temporal. O disjuntor Hyrax é indicado para pacientes com dentição permanente e em fase de crescimento ósseo para tratar as deformidades transversais, possui facilidade para realizar uma correta higienização, mais conforto, previne a ocorrência de lesões no palato e possibilita a correção de dentes apinhados na arcada dentária. Observa-se que, ocorreu uma evolução no tratamento da ERM, uma nova técnica com utilização de mini-implantes ortodônticos foi proposta, sendo indicada para pacientes diagnosticados com a deficiência maxilar no sentido transversal, anteroposterior e com constrição maxilar. A técnica MARPE evita procedimentos cirúrgicos em pacientes que possuem fusão na sutura mediana, previne inclinação vestibular dos dentes posteriores e aumenta os efeitos esqueléticos em decorrência do processo de ancoragem dos mini-implantes na base óssea. Uma hipótese para o insucesso do hyrax em pacientes adultos jovens pode ser devido a ancoragem dentossuportado. Já o MARPE a aplicação é ósteo suportada, e o ponto de aplicação da força encontra-se mais próxima da sutura palatina.
Os efeitos positivos da expansão rápida da maxila (ERM) para tratar deficiências transversas foram ao longo dos anos demonstrados em numerosos trabalhos das mais variadas metodologias. O objetivo do presente trabalho foi revisar a literatura e avaliar o efeito da expansão rápida da maxila no periodonto. Os autores pesquisados divergem no que se refere aos achados de perda óssea alveolar nos dentes de suporte, devido a diferença de idade das amostras e concordam que quanto maior a maturação esquelética, maiores são os efeitos negativos no periodonto.