Explorando uma coleção curada de conhecimentos. Temos 11 publicações sobre Ortodontia.
A má oclusão de Classe II representa uma das alterações dentoesqueléticas mais prevalentes na prática ortodôntica, caracterizando-se por uma discrepância anteroposterior entre as arcadas dentárias, frequentemente associada ao retrognatismo mandibular, protrusão maxilar ou à combinação de ambos. Dentre as abordagens terapêuticas disponíveis, a extração de pré-molares se destaca como uma estratégia consolidada, especialmente nos casos que requerem retração dos dentes anteriores, correção de apinhamento dentário e melhora do perfil facial. Contudo, essa conduta é alvo de intensos debates quanto à sua real necessidade, impacto estético e estabilidade a longo prazo. Este trabalho teve como objetivo realizar uma revisão crítica da literatura publicada entre 2010 e 2025, abordando as principais indicações, resultados clínicos e as controvérsias que envolvem o tratamento da Classe II com extrações. Foram incluídos estudos clínicos, revisões sistemáticas e metanálises que discutissem direta e especificamente o uso de extrações de pré-molares no tratamento da Classe II. A análise contemplou aspectos diagnósticos, biomecânicos, funcionais e estéticos, além de comparações com abordagens não extrativas. Os resultados demonstram que as extrações são eficazes na obtenção de correções oclusais estáveis, retração dos incisivos superiores e melhora do perfil tegumentar, sendo indicadas principalmente em casos com protrusão dentoalveolar, apinhamento severo, overjet aumentado e ausência de crescimento remanescente. Por outro lado, foram identificadas críticas quanto ao possível achatamento facial, perda de suporte labial e implicações na via aérea, especialmente em pacientes com perfil facial já retraído. Além disso, novas tecnologias, como os dispositivos de ancoragem temporária (TADs), distalizadores e alinhadores, ampliaram as possibilidades de tratamentos conservadores, tornando a decisão pela extração mais criteriosa. A literatura indica que a estabilidade pós-tratamento depende mais da correta indicação, planejamento biomecânico e contenção adequada do que da extração em si. A Ortodontia contemporânea caminha para uma abordagem individualizada, baseada em evidência científica, avaliação tridimensional e integração interdisciplinar, priorizando o equilíbrio entre função, estética e estabilidade. Conclui-se que o tratamento da Classe II com extrações continua sendo uma ferramenta terapêutica válida, desde que empregada com critério técnico e ético, respeitando as particularidades de cada caso e os objetivos funcionais e estéticos do paciente.
A má oclusão Classe II de Angle caracteriza-se, pela relação distal dos molares inferiores em relação aos superiores, apresenta etiologia multifatorial e pode resultar de alterações dentárias, esqueléticas ou ambas. Sua correção demanda avaliação criteriosa, especialmente em pacientes em crescimento, considerando aspectos estéticos, funcionais e oclusais. Este trabalho apresenta o relato clínico de uma paciente de 11 anos com má oclusão Classe II, mordida cruzada posterior unilateral, apinhamento anterior e desvio de linha média inferior. O tratamento foi conduzido utilizando aparelho fixo autoligado com técnica Roth SLP, fios de níquel-titânio e aço, e elásticos intermaxilares Classe II. A escolha por bráquetes autoligados favoreceu a expansão das arcadas e o alinhamento dentário sem necessidade de extrações. A correção da má oclusão envolveu mecânicas com elásticos intermaxilares proporcionando melhora no overjet, equilíbrio na relação molar e canina, correção da linha média e harmonia do sorriso. A literatura aponta que, embora existam diversas abordagens terapêuticas para Classe II como aparelhos funcionais, extrações, cirurgia ortognática e ancoragem esquelética , o sucesso depende da individualização do plano de tratamento, colaboração do paciente e momento da intervenção. O caso apresentado demonstrou evolução funcional e estética satisfatória, evidenciando que recursos ortodônticos conservadores, quando bem indicados, são eficazes na correção de más oclusões em pacientes em crescimento. O relato reforça a importância de um diagnóstico preciso e de uma conduta terapêutica baseada em evidências e adaptada às características individuais de cada paciente
A má oclusão de Classe II de Angle, frequentemente associada ao retrognatismo mandibular, representa uma das discrepâncias dentoesqueléticas mais prevalentes na clínica ortodôntica. Este trabalho tem como objetivo relatar o caso clínico de uma paciente adulta com Classe de Angle II esquelética tratada com o propulsor mandibular fixo Twin Force Bite Corrector. O estudo foi delineado como relato de caso clínico observacional e descritivo, com base em documentação ortodôntica completa, incluindo análises cefalométricas e registros fotográficos. A paciente apresentava apinhamento anterior, overjet acentuado e perfil convexo. O tratamento consistiu na instalação de aparelho ortodôntico autoligado, seguido da inserção do Twin Force para correção da discrepância ântero-posterior maxilomandibular. Como resultados parciais, observou-se a obtenção de relação molar e canina em Classe I, redução do ângulo ANB e melhora estética do perfil facial. O dispositivo demonstrou ser eficaz e bem aceito clinicamente, com efeitos colaterais dentoalveolares controlados por meio de planejamento biomecânico, como o uso de fios retangulares para controle de torque dos incisivos inferiores. Conclui-se que o Twin Force Bite Corrector representa uma alternativa terapêutica previsível e eficiente para correção da Classe II esquelética, especialmente em pacientes com baixa adesão ao uso de elásticos intermaxilares..
Pacientes portadores de Classe I de Angle com biprotrusão, Classe II e Calsse III de Angle e excessiva vestibularização são portadores de má oclusões, podendo afetar fonação, deglutição, articulação temporomandibular, discriminação social por poder comprometer estética facial, além de maior sucetibilidade a cárie e doenças periodontais. O presente estudo descreve o tratamento de uma paciente portadora de má oclusão de Classe I de Angle esquelética com protrusão e inclinação vestibular de incisivos superiores e inferiores. O tratamento consistiu de exodontias dos quatro primeiros pré-molares, seguido de fechamento dos espaços remanescentes com alças em “T” e alça de Bull, para retração dos segmentos anteriores, com a barra palatina para ancoragem.
O presente estudo de conclusão de curso investiga a harmoniosa integração entre a terapêutica ortodôntica e a cirurgia ortognática como uma estratégia holística destinada à correção de dismorfias faciais. Esta pesquisa baseia-se em uma meticulosa revisão sistemática da literatura, englobando análises de estudos clínicos, narrativas de casos e ensaios que examinam a efetividade, vantagens e desafios inerentes a essa abordagem multidisciplinar. O estudo ressalta a imperatividade de um diagnóstico preciso das disfunções oclusais, bem como da correta determinação do curso terapêutico, aliada à cooperação entre ortodontistas e cirurgiões maxilofaciais para a elaboração e execução de intervenções personalizadas. São minuciosamente delineadas as indicações apropriadas para a intervenção cirúrgica ortognática, levando em consideração os aspectos estéticos, funcionais e psicossociais, seguidas pela subsequente fase ortodôntica visando aprimorar os desfechos. A análise dos desfechos de casos clínicos evidenciados na literatura retrata a significativa melhora na estética facial, na oclusão dentária e na mastigação dos pacientes submetidos à simbiose entre a ortodontia e a cirurgia ortognática. Paralelamente, são apresentados casos clínicos elucidativos, evidenciando os resultados obtidos por meio da integração da ortodontia com a cirurgia maxilofacial. Estes casos atestam a aprimorada estética facial, a correção das disfunções oclusais e a consequente elevação na qualidade de vida dos pacientes. Este estudo oferece uma contribuição substancial para a compreensão aprofundada da sinergia entre tais abordagens, fornecendo perspectivas valiosas aos profissionais odontológicos. Conclui-se enfatizando a importância de uma avaliação minuciosa do paciente e um planejamento cirúrgico meticuloso para otimizar os benefícios desta integração no contexto da odontologia contemporânea.
Na ortodontia é muito comum encontrar apinhamentos severos, uma das condições que são mais encontradas é a do canino ectópico, ficando atrás apenas do terceiro molar. Acredita-se que essa condição é multifatorial, podendo está relacionada a genética, tamanho da coroa dental com relação ao espaço existente no perímetro do arco, traumas e outras fatores. O elemento dental canino além de desempenhar um papel muito importante na mastigação, na fala, na estética, ele também é considerado um dos dentes de maior impacto na fisiologia normal da boca, pois se torna responsável para manter uma oclusão ideal, servindo de guia entre os dentes posteriores e anteriores. Este relato de caso, tem como objetivo descrever um tratamento ortodôntico, com extração dental, visando obter espaços suficientes para corrigir o apinhamento dos dentes caninos superiores, através da retração desses elementos com a mecânica da alça em T. Onde foram obtidos os valores desejados em apenas 6 meses de uso da alça, com os caninos quase em posição de contato oclusal e sem alterações visiveis nos tecidos gengivais.
A transposição dentária é uma anomalia rara e de maior prevalência na maxila. Seu tratamento apresenta um desafio para a mecânica ortodôntica, exigindo grande habilidade e conhecimento do profissional. Este trabalho tem como objetivo relatar a técnica utilizada para manter uma transposição dentária entre canino e primeiro pré-molar superior esquerdo. O método utilizado neste relato de caso foi aceitar a conduta frente a transposição, tendo ao final do tratamento um resultado rápido, satisfatório e sem alterações estéticas
A prática em reabilitar através de implantes dentários tem sido cada vez mais associada com o tratamento ortodôntico, caracterizando assim um planejamento multidisciplinar. A ortodontia contemporânea se mostra essencial na prática da distribuição dos dentes, arranjos em espaços ósseos e preparo da oclusão através de técnicas inovadoras, tais como: os mini implantes, usados para ancoragem esquelética. Geralmente utilizados em casos mais complexos, favorecendo uma movimentação ordenada e controlada das estruturas dentoalveoares do paciente. A reabilitação em pacientes mutilados, com faltas dentárias causadas pela perda prematura, agenesias, traumas e outras possíveis causas, pode ser feita através de implantes e próteses sobre esses implantes ou ainda a junção das opções reabilitadoras. Deste modo, o objetivo deste trabalho é associar e exemplificar a importância do tratamento multidisciplinar entre a ortodontia, com emprego de ancoragem esquelética com mini parafusos ortodônticos, e a reabilitação dental com o intuito de devolver função, estética e autoestima ao paciente..
A presente pesquisa tem por objetivo analisar o perfil epidemiológico das más oclusões em crianças brasileiras com faixa etária entre seis e dez anos. Para atingir o objetivo proposto foram utilizados dados levantados por cinco estudos, desenvolvidos com a finalidade de constatar a prevalência de má oclusão entre crianças nesta faixa etária. Segundo estudos, constata-se a incidência de má oclusão no Brasil cujo índices de ocorrência são elevados e, segundo dados, chegam a 85,7% de casos. A metodologia utilizada para o desenvolvimento da pesquisa se caracteriza como quantitativo, de caráter exploratório descritivo. A fundamentação metodológica tem como pauta pesquisas divulgadas em sites da SCIELO e PUBMED. Observaram-se duas conclusões específicas: primeiro da dificuldade de se estabelecer uma definição exata sobre as causas motivadoras da má oclusão no Brasil em função da diversidade de fatores existentes, como também os grupos analisados apresentarem características que lhe são próprias; segundo, da dificuldade de se estabelecer um cenário científico sobre a incidência de má oclusão em virtude de a maioria dos estudos serem pontuais, indiretos e pouco objetivos.
Ao longo dos anos, o debate em torno da decisão entre extrair ou não extrair dentes em ortodontia, gerou controvérsias oscilando em um momento como uma opção a ser totalmente descartada e em outro, aceito como uma terapêutica que iria solucionar todos os problemas do tratamento. Atualmente, tratamentos com extrações são comuns no dia a dia do ortodontista. As extrações de primeiros e segundos pré-molares são consideradas convencionais, portanto, as mais utilizadas. Em alguns casos, os dentes de escolha recaem em incisivos inferiores, centrais ou laterais e, nesses casos, são consideradas extrações atípicas. O presente trabalho ilustra a possibilidade de, através de uma análise criteriosa dos elementos auxiliares de diagnóstico, um plano de tratamento bem elaborado e utilização de uma mecânica eficiente, a terapia de extração de incisivo inferior proporcionar resultados bastante satisfatórios com menor tempo de tratamento e maior estabilidade.