A ciência se multiplica através do ensino. Veja os pesquisadores formados e os projetos acadêmicos desenvolvidos sob a supervisão deste orientador.
Este estudo avaliou a percepção de profissionais da saúde sobre a importância da atuação do odontopediatra em UTIs neonatais e pediátricas. A pesquisa de campo, com abordagem qualitativa, foi realizada em dois hospitais da região do Cariri do Sul do Ceará, com 25 participantes da equipe multiprofissional. Ressalta-se que houve dificuldade na coleta de dados em um dos hospitais, devido à limitação de disponibilidade dos profissionais, o que impactou parcialmente a amostra. Os resultados evidenciaram falhas na capacitação sobre higiene bucal, ausência de protocolos operacionais padronizados (POP) e baixa frequência na realização desse cuidado. Apesar disso, a maioria dos participantes reconheceu a relevância da saúde bucal na prevenção de doenças sistêmicas e apoiou a inclusão do odontopediatra nas UTIs. Conclui- se que é essencial capacitar as equipes e implementar protocolos eficazes para garantir cuidados bucais adequados em ambientes críticos.
O aleitamento materno é fundamental para o crescimento e desenvolvimento do bebê, o leite advindo das mães possui uma grande quantidade de nutrientes e minerais que são essenciais, além de anticorpos que auxiliam no processo de formação da imunidade. Possui benefícios bem documentados para a saúde física e desempenha um papel significativo no desenvolvimento oclusal, que é a relação entre os dentes superiores e inferiores e a forma como eles se encaixam. Este trabalho tem como objetivo apresentar através de uma revisão integrativa da literatura a importância do aleitamento materno no desenvolvimento da oclusão. A pesquisa abrangeu uma busca nas bases de dados eletrônica PubMed, Google acadêmico e BVS. Como critérios de elegibilidade, foram aplicados os seguintes critérios de inclusão: revisão sistemática, ensaios clínicos e guidelines, escritos em inglês e português nos últimos dez anos que possuíam o texto completo disponível que abordem a relação entre a amamentação e o desenvolvimento da oclusão. E como critérios de exclusão os artigos que não abordaram o objetivo desta revisão, realizados em animais e aqueles artigos em duplicatas. Inicialmente os trabalhos foram selecionados por título e resumo e aqueles que atenderam aos critérios de elegibilidade, foram lidos na íntegra. Dos resultados, 25 artigos foram encontrados nas bases de dados selecionadas. Destes, 07 foram selecionados para análise de acordo com os critérios de inclusão. Os dados desse trabalho mostram que bebês amamentados tendem a desenvolver menos problemas de oclusão dentária do que aqueles alimentados com mamadeira. A amamentação exclusiva nos primeiros seis meses e a continuação da amamentação até pelo menos dois anos de idade são recomendadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e contribuem significativamente para a saúde bucal e o desenvolvimento da oclusão.
A saúde odontológica da gestante deve ser acompanhada de perto, pois sabe-se que nesse período as mulheres grávidas passam por alterações fisiológicas e hormonais que afetam os tecidos moles e duros. A amamentação é um estímulo para todas as estruturas bucais, os benefícios são abundantes e muito discutidos na literatura. O teste da linguinha é uma avaliação de grande importância para diagnóstico das condições dos freios em bebês trazendo mais saúde e qualidade de vida. O presente trabalho trata-se de uma revisão integrativa explicativa qualitativa, onde foi realizado levantamentos de artigos científicos tendo sido analisados produções científicas publicadas sobre o pré- natal odontológico, teste da linguinha e amamentação. É necessário a ação conjunta dos profissionais da saúde para a correção das alterações bucais presentes na gestante e no bebê. Conclui-se que o correto pré-natal odontológico, orientações sobre a importância nutricional, funcional e emocional do bebê e da mãe e o teste da linguinha como diagnóstico de alterações na língua promovem o bem estar e o desenvolvimento do bebê.
O tratamento endodôntico em dentes decíduos desempenha um papel crucial na odontopediatria, assegurando a preservação das funções mastigatórias, fonéticas e a manutenção do espaço para os dentes permanentes. Este estudo tem como objetivo revisar as principais pastas obturadoras utilizadas nesse contexto, destacando suas características e aplicações clínicas. Foi realizada uma revisão integrativa da literatura, abrangendo artigos publicados entre 1959 e 2022 nas bases de dados PubMed, SciELO e BVS, utilizando os descritores “odontopediatria”, “tratamento endodôntico” e “dentes decíduos”. Os critérios de avaliação incluíram biocompatibilidade, propriedades antimicrobianas, radiopacidade e reabsorção sincronizada com as raízes decíduas. Os resultados apontam a pasta Guedes Pinto como a mais recomendada na prática clínica brasileira, devido à sua eficácia antimicrobiana e compatibilidade com tecidos periapicais. Já embora soluções como o MTA e a Biodentine representem alternativas seguras e com alta biocompatibilidade para o preparo de lesões pulpares de coroa saudável e estabelecimento da barreira dentinária em casos mais complexos, outros materiais ainda são amplamente utilizados. O formocresol, entretanto, anteriormente um de seus mais difundidos, tem sido substituído devido à possibilidade de levar à toxicidade e carcinogenicidade. A pasta CTZ, eficaz em relação à eliminação de microrganismos, requer cuidado devido à presença de antibióticos em formulação. Dessa maneira, observe-se que, independentemente da escolha do material obturador, a eleição do mesmo deve ter como base a análise de cada situação particular, considerando aspectos anatômicos próprios às alterações de cada dente decíduo. Este estudo presta uma contribuição valiosa à medida que auxilia profissionais e conduz para as decisões clínicas, possibilitando, dessa maneira, avanços à odontopediatria.