Visão geral do conteúdo acadêmico.
O tratamento endodôntico em dentes decíduos desempenha um papel crucial na odontopediatria, assegurando a preservação das funções mastigatórias, fonéticas e a manutenção do espaço para os dentes permanentes. Este estudo tem como objetivo revisar as principais pastas obturadoras utilizadas nesse contexto, destacando suas características e aplicações clínicas. Foi realizada uma revisão integrativa da literatura, abrangendo artigos publicados entre 1959 e 2022 nas bases de dados PubMed, SciELO e BVS, utilizando os descritores “odontopediatria”, “tratamento endodôntico” e “dentes decíduos”. Os critérios de avaliação incluíram biocompatibilidade, propriedades antimicrobianas, radiopacidade e reabsorção sincronizada com as raízes decíduas. Os resultados apontam a pasta Guedes Pinto como a mais recomendada na prática clínica brasileira, devido à sua eficácia antimicrobiana e compatibilidade com tecidos periapicais. Já embora soluções como o MTA e a Biodentine representem alternativas seguras e com alta biocompatibilidade para o preparo de lesões pulpares de coroa saudável e estabelecimento da barreira dentinária em casos mais complexos, outros materiais ainda são amplamente utilizados. O formocresol, entretanto, anteriormente um de seus mais difundidos, tem sido substituído devido à possibilidade de levar à toxicidade e carcinogenicidade. A pasta CTZ, eficaz em relação à eliminação de microrganismos, requer cuidado devido à presença de antibióticos em formulação. Dessa maneira, observe-se que, independentemente da escolha do material obturador, a eleição do mesmo deve ter como base a análise de cada situação particular, considerando aspectos anatômicos próprios às alterações de cada dente decíduo. Este estudo presta uma contribuição valiosa à medida que auxilia profissionais e conduz para as decisões clínicas, possibilitando, dessa maneira, avanços à odontopediatria.
Os pontos centrais e termos técnicos essenciais deste material.