Explorando uma coleção curada de conhecimentos. Temos 5 publicações sobre Odontopediatria.
Em meio aos traumas que acometem a região facial, os ferimentos de tecidos moles em pacientes pediátricos estão em menor prevalência quando comparadas a pacientes adultos, pois possuem aspectos anatômicos e fisiológicos que os protegem, como também fatores sociais. O manejo do trauma facial em crianças se torna bastante desafiador e complexo para o cirurgião-dentista, pois é preciso compreender diversos fatores. A reconstrução da área estética exige muita cautela e o conhecimento das linhas de tensão da face é importante na tomada de decisão para o melhor tipo de sutura, e o conhecimento dos manejos para à compreensão de cada comportamento infantil. A reparação primária é extremamente benéfica para os resultados pós-operatório. O objetivo desse trabalho é relatar um caso clinico de paciente pediátrico vítima de acidente doméstico ocasionando ferimento transfixante da hemiface direita. O plano de tratamento foi estabelecido através da escolha sobre a sutura realizada, como também conhecimento anatômico respeitando as linhas de tensão da face, minimizando a cicatriz decorrente do trauma, mantendo os padrões estéticos aceitáveis dentro da normalidade. O conhecimento da anatomiatopográfica, contribui para o sucesso do procedimento cirúrgico, pois a região maxilofacial de um paciente pediátricoexige maior atenção com intuito de minimizar a incidência de deformidades afim de evitar sequelas que possam interferir na qualidade de vida da criança. Por apresentar diversas complexidades é primordial a prevenção daslesõesde tecidos moles em crianças.
O tratamento endodôntico em dentes decíduos desempenha um papel crucial na odontopediatria, assegurando a preservação das funções mastigatórias, fonéticas e a manutenção do espaço para os dentes permanentes. Este estudo tem como objetivo revisar as principais pastas obturadoras utilizadas nesse contexto, destacando suas características e aplicações clínicas. Foi realizada uma revisão integrativa da literatura, abrangendo artigos publicados entre 1959 e 2022 nas bases de dados PubMed, SciELO e BVS, utilizando os descritores “odontopediatria”, “tratamento endodôntico” e “dentes decíduos”. Os critérios de avaliação incluíram biocompatibilidade, propriedades antimicrobianas, radiopacidade e reabsorção sincronizada com as raízes decíduas. Os resultados apontam a pasta Guedes Pinto como a mais recomendada na prática clínica brasileira, devido à sua eficácia antimicrobiana e compatibilidade com tecidos periapicais. Já embora soluções como o MTA e a Biodentine representem alternativas seguras e com alta biocompatibilidade para o preparo de lesões pulpares de coroa saudável e estabelecimento da barreira dentinária em casos mais complexos, outros materiais ainda são amplamente utilizados. O formocresol, entretanto, anteriormente um de seus mais difundidos, tem sido substituído devido à possibilidade de levar à toxicidade e carcinogenicidade. A pasta CTZ, eficaz em relação à eliminação de microrganismos, requer cuidado devido à presença de antibióticos em formulação. Dessa maneira, observe-se que, independentemente da escolha do material obturador, a eleição do mesmo deve ter como base a análise de cada situação particular, considerando aspectos anatômicos próprios às alterações de cada dente decíduo. Este estudo presta uma contribuição valiosa à medida que auxilia profissionais e conduz para as decisões clínicas, possibilitando, dessa maneira, avanços à odontopediatria.
A saúde bucal na infância desempenha papel crucial no desenvolvimento físico e psicossocial, destacando a importância da preservação da dentição decídua até sua esfoliação natural. Este estudo aborda um relato de caso clínico de tratamento endodôntico em um molar inferior decíduo de uma paciente de 5 anos com lesão cariosa extensa e rarefação óssea periapical difusa. O diagnóstico foi baseado em exame clínico e radiográfico detalhados, com manejo comportamental adaptado às necessidades da paciente. O tratamento foi realizado em duas etapas, utilizando anestesia local, isolamento absoluto, instrumentação mecanizada e obturação com a pasta Guedes-Pinto, destacada por sua eficácia antimicrobiana e biocompatibilidade. Apesar dos desafios comportamentais e anatômicos inerentes à odontopediatria, o manejo técnico e emocional personalizado foi essencial para o sucesso do procedimento. A abordagem adotada garantiu a preservação do dente até sua esfoliação, evitando complicações como má oclusão e prejuízos funcionais e estéticos. Este relato enfatiza a necessidade de técnicas minimamente invasivas, materiais adequados e estratégias comportamentais eficazes no tratamento endodôntico pediátrico, contribuindo para o fortalecimento de melhores práticas em odontopediatria.
A atresia maxilar é uma condição comum em crianças durante as fases de dentição decídua e mista, frequentemente resultando em mordida cruzada posterior. Para corrigir essa discrepância, expansores palatinos com diferentes tipos de ancoragem, como o disjuntor Hyrax, são utilizados para promover a abertura da sutura palatina mediana. O presente estudo teve como objetivo avaliar a discrepância do modelo antes e após a expansão rápida da maxila utilizando o disjuntor Hyrax, por meio de um relato de caso clínico. Os resultados mostraram um aumento significativo no espaço da arcada superior, de 65,28 mm aos 10 e 11 meses para 69,67 mm aos 12 meses, próximo ao espaço ideal de 69,79 mm. A discrepância de espaço diminuiu de -4,21 mm para -0,12 mm, quase eliminando o déficit inicial. A técnica demonstrou-se eficaz na correção da mordida cruzada posterior e na criação de espaço adicional na arcada superior, contribuindo para o progresso do tratamento ortodôntico e apresentando resultados positivos na redução da discrepância de espaço.