Visão geral do conteúdo acadêmico.
Na odontologia contemporânea, a estética dos implantes tem sido o foco principal, o que é justificável, pois um implante eficaz deve imitar a forma natural do dente. A ausência de mucosa queratinizada ao redor do implante é um tema que tem alterado a visão dos implantodontistas, pois está ligada ao acúmulo considerável de biofilme, resultando em inflamações na mucosa peri-implantar e recessão gengival, o que pode levar à perda do implante. Para se obter ganho de mucosa queratinizada, existem os enxertos autógenos (técnica de enxerto gengival livre e enxerto conjuntivo supepitelial) e os enxertos xenógenos de matriz colágena. Dessa forma, o objetivo geral do presente trabalho é revisar, as alterações em mucosa peri-implantar e técnicas de enxerto gengival ao redor de implantes dentários, bem como suas indicações e implicações clínicas. O trabalho se trata de uma revisão narrativa da literatura, realizada por meio da busca bibliográfica nas bases de dados Pubmed, Scielo e Biblioteca Virtual em Saúde, utilizando os descritores “tissue graft” e “peri-implant”. Foram incluídos artigos publicados nos últimos 9 anos, com texto completo disponível em inglês e português. De acordo com o presente estudo, foi possível concluir que os enxertos de tecido conjuntivo subepitelial oferecem resultados mais previsíveis e em pacientes com biotipo gengival fino, enxertos utilizando matrizes de colágeno xenogênico têm se mostrado especialmente benéficos. Além disso, a técnica de enxerto conjuntivo desepitelizado oferece uma qualidade estética superior em comparação a técnica de enxerto gengival livre.
Os pontos centrais e termos técnicos essenciais deste material.