Explorando uma coleção curada de conhecimentos. Temos 5 publicações sobre Dimensão vertical.
O aumento da dimensão vertical de oclusão (DVO) é um procedimento crítico em reabilitações orais complexas, especialmente em pacientes com perda dentária significativa, desgaste oclusal severo ou disfunções temporomandibulares. A metodologia envolveu uma análise de artigos publicados entre 2021 e 2024, em português e inglês, selecionados em bases como PubMed, Scielo e Google Scholar, excluindo editoriais e duplicações, onde foram selecionados 8 artigos para o desenvolvimento do relato de caso. Foram utilizados descritores utilizando conectores booleanos “AND” e “OR”, sendo eles: “prótese parcial removível”, “dimensão vertical de oclusão”, “reabilitação oral” e “prótese provisória”. Os resultados apontam que a utilização de próteses parciais removíveis provisórias (PPRP) para casos de aumento de dimensão vertical de oclusão (DVO) é essencial para o reestabelecimento do equilíbrio oclusal, redução da fadiga muscular e melhorias na mastigação de pacientes edêntulos parcialmente. Não obstante, a aplicação de PPRP para casos de desgastes dentários severos possibilita a reposição dentária e normalização da nova DVO, para que sejam realizados os procedimentos restauradores definitivos com segurança. Dessa forma, apesar dos desconfortos iniciais durante o tratamento com PPRP para o aumento da DVO, as próteses parciais removíveis provisórias estão indicadas para esses casos, tendo em vista os benefícios dessa prática profissional para a qualidade de vida do paciente.
A dimensão vertical de oclusão (DVO) consiste na altura do terço inferior da face, que compreende a distância entre a linha subnasal e a base do mento, quando há o máximo contato posterior. A DVO pode ser reduzida ao longo da vida, causando alterações no sistema estomatognático, face com aspecto encurtado e aparência envelhecida, além de comprometer significativamente a estética do sorriso. Dessa forma, restabelecer a DVO é essencial para devolver a harmonia do sistema estomatognático, bem como para o sucesso no tratamento reabilitador. Com isso, o objetivo deste trabalho é apresentar um caso clínico de reabilitação estética e funcional de paciente com perda de DVO. Trata-se de um estudo de relato de caso clínico, com delineamento descritivo, cujos dados são provenientes da prática cotidiana ou da atividade profissional. Paciente 63 anos, sexo masculino, compareceu ao consultório odontológico queixando-se da estética do seu sorriso e de dificuldade mastigatória. O exame clínico evidenciou ausência de vários dentes posteriores, levando a perda da DVO, múltiplas lesões cervicais não cariosas (LCNC), sinais de biocorrosão dental e oclusão topo a topo nos dentes anteriores com desgastes acentuados nas bordas incisais, devido aos hábitos parafuncionais, como bruxismo e apertamento. Para auxiliar no plano de tratamento, foram realizadas fotografias, tomografia computadorizada e escaneamento intraoral. A reabilitação foi planejada a partir da posição mandibular em relação cêntrica, obtida através de dispositivos interoclusais (jig/pua). O tratamento consistiu em próteses sobre implantes e coroas totais nas áreas posteriores para restabelecer a DVO, laminados cerâmicos nos dentes anterossuperiores e facetas diretas em resina composta nos anteroinferiores, a fim de melhorar a estética do sorriso. Portanto, com um planejamento utilizando recursos tecnológicos associados ao fundamento biológico, a execução do caso pode ser realizada respeitando as etapas graduais do tratamento, alcançando a harmonia do sistema estomatognático e a estética oral do paciente.
A queilite angular é uma condição inflamatória multifatorial comum em pacientes idosos usuários de próteses dentárias mal adaptadas, frequentemente associada à perda da Dimensão Vertical de Oclusão (DVO). Este trabalho relata o caso de uma paciente idosa atendida na clínica-escola da Faculdade CECAPE, acometida por queilite angular devido ao uso prolongado de próteses desgastadas. Foi proposto um plano de tratamento que incluiu a substituição das próteses totais superior e inferior, com reestabelecimento da DVO e acompanhamento clínico por seis meses. O processo envolveu moldagens iniciais e funcionais, ajustes, seleção dos dentes e confecção de próteses personalizadas. O estudo confirma que a recomposição da DVO é uma abordagem eficaz para minimizar os efeitos da queilite angular, melhorando o conforto e a qualidade de vida da paciente. No entanto, ressalta-se a necessidade de mais estudos clínicos para aprofundar o entendimento dessa patologia e otimizar as estratégias terapêuticas.
A dimensão vertical da oclusão (DVO), é caracterizada como a posição vertical da mandíbula com relação à maxila, medida entre dois pontos, quando os dentes superiores e os inferiores se encontram em contato intercuspídico na posição de oclusão (fechamento máximo). Sua alteração pode ser causada pelo bruxismo, umas das parafunções mais frequentes da cavidade bucal. Tem como característica o apertar e o ranger dos dentes, podendo ocorrer no período diurno ou noturno. Nesse sentindo, o objetivo do presente trabalho foi revisar diferentes tipos de técnicas de reabilitação oral com reestabelecimento da DVO de pacientes dentados com hábito de bruxismo. Como metodologia foi realizada pesquisas através do motor de busca Pubmed, para coletar estudos pertinentes ao tema. Como resultados encontrados conclui-se que há diferentes formas de se tratar o aumento de dimensão vertical, contudo todas as técnicas implicam em o profissional realizar uma análise bem avançada a respeito do quadro clinico do paciente, assim como também encontrar a melhor forma de restauração. A presente pesquisa conclui que ainda não há uma única forma de tratamento que deva ser aplicado a todos os pacientes. Entretanto deve ser considerado que o tratamento através das placas oclusais apresenta resultados positivos.